Unidade de Pronto Atendimento (UPA) terá novo conceito

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) terá novo conceito.

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Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema, diz ONU

Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema, diz ONU

O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, disse que o Brasil conseguirá cumprir uma das principais promessas da presidenta Dilma Rousseff e tirar toda a população da pobreza extrema. Ele falou depois de conhecer o estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado hoje (29) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Segundo ele, as políticas do governo brasileiro para a nova classe média influenciarão a Organização das Nações Unidas (ONU).

“Vemos que políticas públicas sociais e econômicas farão com que o Brasil atinja o resultado de 100% de redução da pobreza extrema. E a ONU tem um compromisso assumido de combate à pobreza. Pensamos muito nisso, mas [pensamos] pouco no ponto de chegada, que é a classe média. É muito útil o Brasil estar pensando neste ponto de chegada”, disse o representante do Pnud.

Ministro da SAE e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Neri disse que “o fim da miséria é apenas o começo”. Segundo ele, a desigualdade teve uma “queda espetacular”, após o índice de Gini ter caído de 0,64 para 0,54 nos últimos dez anos. Esse índice, pelo qual zero representa a igualdade total de renda, é um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países.

“Em 2012, mesmo com [baixo crescimento do PIB] o chamado Pibinho, 35% das pessoas subiram [de nível social], enquanto 14% caíram. Isso mostra que o país vive mais prosperidade e oportunidade, e menos desigualdade”, acrescentou o ministro Marcelo Neri, após apontar a Carteira de Trabalho como maior símbolo da classe média.

Para Jorge Chediek, os números apresentados pelo estudo “são impressionantes”. Ele avalia que a formalização do emprego foi fundamental para os bons resultados. “O que mais melhorou a situação do país foi a criação de empregos. [Também] por isso é muito importante conhecer a classe média”, acrescentou. “A presidenta Dilma Rousseff disse que quer fazer do Brasil um país de classe média. Queremos influenciar a política e ampliá-la para fazer, também do mundo, um mundo de classe média”

O estudo Vozes da Nova Classe Média mostra a contribuição do empreendedor para a expansão da nova classe média brasileira. Tem como um dos destaques o aumento na formalização dos empregos. Entre as conclusões que se pode tirar com base no estudo está a de que 40% dos postos de trabalho disponíveis foram gerados a partir de pequenos negócios.

Dos 15 milhões de novas vagas abertas entre 2001 e 2011, 6 milhões foram criadas pelos empreendimentos de pequeno porte. Além disso, 95% delas são empregos formais. Ainda de acordo com o estudo, 39% do total de remunerações do país estão relacionadas a pequenos empreendedores – volume que supera os R$ 500 bilhões por ano.

Acontece em Itanhaém…

Esse blog tem duas notas rápidas como “post” nessa data:

No dia 25 de Novembro acontecerá na Câmara Municipal de Itanhaém a abertura da IX Conferência Municipal de Saúde de Itanhaém – as 18 horas. Estarão presentes autoridades, Conselheiros Municipais de Saúde e os delegados da Conferência (compostos por pessoas da sociedade civil e do poder público). Estaremos nessa data como delegado e no dia 26 continuaremos os trabalhos, a partir das 8 horas, da manhã nas instalações da Universidade Metodista de São Paulo – Polo Itanhaém.

Ainda… (aproveito pra quem interessar…)

Foi divulgada a informação pelo grupo A TRIBUNA sobre a pesquisa referente às eleições a prefeitura de Itanhaém – 2012.
Ficou assim:
21% Marcelo Strama (PSB)

17% Marco Aurélio (PSDB) 

 16% Professora Regina Célia(PT)

16% Ruy Santos (PR)

7%  Jaime Carrasco(PDT)

23% Indecisos

 7%  Brancos/Nulos

 

 

 

 

Obs.: Só pra reflexão…

 

Governo federal investe em saúde pública

Sexta-feira , 05 de Agosto de 2011


Quando o morador denuncia algum problema na rede de saúde, a Municipalidade, geralmente, defende-se alegando insuficiência de recursos financeiros para garantir o funcionamento adequado das unidades. Para “blindar” o governo estadual, direciona as críticas ao governo federal. A União, no entanto, informa, através do Portal da Transparência, que, transferiu ao Município de Itanhaém, no período de janeiro a maio deste ano, aproximadamente R$ 4,8 milhões para o atendimento básico, média e alta complexidade, Programa Saúde da Família, Farmácia Popular, SAMU, entre outras ações.
Ao invés de se defender com “inverdades”, vale buscar um modelo mais competente para gerenciar o dinheiro público. Uma coisa é dizer que o Município não tem condições para custear procedimentos de média e alta complexidade, por exemplo, outra é não disponibilizar equipamentos básicos como um simples medidor de pressão arterial. Recentemente, quando a Prefeitura de Praia Grande anunciou que só manteria os leitos hospitalares para atender moradores da cidade, o governo estadual disse que “não trabalha com a faca no pescoço”. É assim que o Estado responde a uma situação crítica? Quem está entre a vida e a morte, necessitando de internação urgente, pode esperar a boa vontade do governo estadual em resolver o problema e auxiliar o município? Dá pra tratar com “luva de pelica” o governo apenas por fazer parte da mesma legenda partidária? Não, não dá.
Governante comprometido com as necessidades da população tem que agir com determinação e firmeza, preocupar -se mais com as demandas da cidade e não tanto com os interesses políticos e eleitorais. Saúde pública custa caro. Mas a vida não tem preço.

Escrito por Professora Regina às 22h33
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Institucional TAMTAM

Gente de formação e de informação na tv do Brasil.

Eu recomendo acompanhar o E aí Doutor? da ;http://www.rederecord.com
Clínico geral, médico de família e especialista em qualidade de vida há 34 anos, Antonio Sproesser iniciou sua carreira como médico-assistente de cirurgia do trauma do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), foi diretor da Unidade de Terapia Intensiva de Clínica Médica da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Médico-Assistente da disciplina de Clínica Médica da UNIFESP. Consultor do “Projeto de Qualidade de Vida e Atividade Física” do Departamento de Informática em Saúde da UNIFESP. Atualmente atende no Hospital Albert Einstein.

Realizou especializações no exterior, em cidades dos Estados Unidos, Itália e Alemanha. Foi pesquisador no Orlando Regional Medical Center, em Orlando (EUA) e Diretor do Max Harry Weil Institute of Critical Care Medicine, em Palm Springs (EUA). É membro da Harvard Medical School Postgraduate Association.

Autor de Viver Bem com Qualidade, O Fator Wellness (Ed. Sapienza), livro no qual exemplifica, com casos reais vividos em UTI, a importância da medicina preventiva, dicas de bem estar, nutrição e atividade física.

É triatleta amador desde 1985. Compete nas distâncias short, meio ironman e ironman. Preparador Físico de Triathlon (Nível l) certificado pela United States Association of Triathlon (USA Triathlon). Diretor médico da Federação Paulista de Triathlon. Esquiador, explorador de montanha e travessia na neve.

A importância das palestras

Estava na rotina do pronto atendimento da saúde, quando a esposa de uma pessoa conhecida na cidade, falava:”que estava a muito tempo e que talvez passaria a noite no hospital. Afinal de contas, seu marido teve atendimento pela manhã e após medicado voltara pra casa”. Mas, como na saúde não existe o fator 100% exato, possivelmente, após os efeitos de medicação, o mesmo paciente veio a sentir as dores novamente.
Corri pra procurar a ficha de atendimento do paciente, uma vez que ele tinha tomado medicação e voltaria ao consultório. Perguntei a esposa onde eram as dores? – “são abdominais…” disse ela. Corri e achei a ficha num dos consultórios. Entreguei a ela pra atendimento pela médica plantonista. Fiz um breve comentário com minha amiga do plantão. Referindo-me às dores abdominais e essas tendo ligação direta ao coração. Lembrei-me da palestra com médico cardiologista, onde mencionava que a maior parte dos atendimentos de pacientes com dores na região abdominal eram por boa parte dos clínicos diagnosticados de maneira equívocada. Atentando a idade do paciente em questão, percebi que realmente era um desses casos. Pouco tempo depois, fomos avisados que o paciente em questão estava infartado na emergência.
Resumo: as palestras em vários setores são importantes, mas no caso da saúde, vidas são salvas, sem sombra de dúvidas.

Pesquisa do IPAT revela que os 10 km movimentaram R$ 1 milhão na economia

Sábado, 28 de maio de 2011 – 22h51

Turismo

Pesquisa do IPAT revela que os 10 km movimentaram R$ 1 milhão na economia

Da Redação

O dia 15 de maio foi milionário para Santos. Uma pesquisa encomendada pelo Santos e Região Convention & Visitors Bureau ao Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) revelou que os 10 KM Tribuna FM-Unilus, realizados naquela data, movimentaram cerca de R$ 1 milhão na economia local.

A pesquisa foi o pontapé inicial de outras, envolvendo os grandes eventos da Cidade e região. O objetivo é traçar o impacto econômico gerado por esses eventos. “Não basta dizer que o Turismo é importante. A economia turística tem de estar lastreada em números”, disse o presidente do Bureau, Luiz Dias Guimarães.

O público alvo da pesquisa foi o contingente dos 3.535 participantes da prova de fora da Baixada Santista. Desses, foram feitas 983 entrevistas, onde se perguntava, por exemplo, quantos dias o participante pretendia ficar em Santos, o local de hospedagem e estimativa de gastos em alimentação e no comércio em geral.

“As entrevistas foram realizadas em Santos e em São Paulo, durante a distribuição dos kits da prova, poucos dias antes. Assim, as pessoas já teriam certeza de onde iriam ficar e uma estimativa de gastos”, explicou o coordenador do Ipat, Alcindo Gonçalves.

A partir das entrevistas, os dados foram tabulados por projeção.

Leia a matéria completa na edição deste domingo, em A Tribuna.

http://www.atdigital.com.br

Atendimento especializado a mulher vítima de violência

Reproduzo texto do blog da vereadora, professora Regina Célia

Na terça-feira (24), participei de reunião, realizada na Casa do Advogado, pela subseção da OAB/Itanhaém, com a finalidade de definir as ações para a implantação do atendimento especializado à mulher, nas dependências do 3º Distrito Policial, localizado no bairro Suarão. O encontro reuniu o presidente da OAB/Itanhaém, Djalma Filoso, Dra. Rosimar Almeida de Souza Lopes, secretária geral da subseção, Ângelo Matias da Silva, delegado assistente de polícia da Seccional e Maria Aparecida, que representou a Secretaria Municipal de Saúde.
Como até hoje a Cidade não possui uma Delegacia de Defesa da Mulher estuda-se a implantação de atendimento especializado para oferecer melhores condições de acolhimento e atendimento às mulheres vítimas de violência, que hoje recorrem às delegacias comuns. Embora, a polícia civil local se esforce no sentido de prestar a melhor assistência possível às mulheres, um local específico, sem dúvida, facilita o atendimento.

Nesta reunião, ficou decidido que haverá uma visita à sede do 3º DP e, posteriormente, uma reunião com o prefeito João Carlos Forssell para tratar dos termos de cooperação. Ainda que a Municipalidade não disponha de servidores efetivos para auxiliar a Polícia Civil neste atendimento, colocando à disposição assistência social, psicológico e jurídica, por exemplo, pode-se buscar estagiários, estudantes universitários que estejam cursando o último ano, para prestar o serviços às mulheres. O que não podemos é deixar de estruturar medidas alternativas para garantir a assistência mínima a mulheres vítimas de violência.

Cabe destacar que, na segunda-feira (23), a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei 17/11, de minha autoria, que institui no calendário oficial a Semana do Basta, sendo a data principal o dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher.

Continuo com a minha luta para viabilizar a Delegacia de Defesa da Mulher e a nomeação dos integrantes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, criado por lei municipal, mas que até hoje não foi composto, uma vez que o governo municipal ainda não nomeou os integrantes.

Escrito por Professora Regina às 00h33

Código Florestal: PT quer reverter retrocessos e barrar violência ambiental

“A nossa esperança e o nosso esforço será para reverter essa situação no Senado. Não podemos admitir esse retrocesso na nossa legislação ambiental”, afirmou o líder da bancada, deputado Paulo Teixeira (SP).

Quarta-feira, 25 de maio de 2011
Por Imprensa PT Câmara

A bancada do Partido dos Trabalhadores que lutou junto com os movimentos sociais, ambientalistas, agricultores familiares e a comunidade científica para ter um novo Código Florestal equilibrado, que atendesse ao meio ambiente e à agricultura, tem esperança de que, no Senado, seja retirado do texto a emenda 164.

Essa emenda, aprovada e apresentada pelo PMDB e outros, anistia desmatadores e dá aos estados a prerrogativa de definir área de preservação. “A nossa esperança e o nosso esforço será para reverter essa situação no Senado. Não podemos admitir esse retrocesso na nossa legislação ambiental”, afirmou o líder da bancada, deputado Paulo Teixeira (SP).

O líder petista disse ainda que há tempo de reverter a situação e evitar que se consolide “essa violência ao meio ambiente brasileiro”. Paulo Teixeira explicou que, no Senado, será reaberto o debate e o texto pode e deve ser modificado. Com isso a matéria volta para apreciação na Câmara. “Então teremos tempo para concluirmos de melhor forma aquilo que começamos (votação do Código), entregando para o País uma legislação que garanta o nosso patrimônio ambiental, a nossa diversidade”, afirmou.

Como último recurso, antecipou Paulo Teixeira, a presidenta Dilma Rousseff vetará essa emenda. “A presidenta não aceitará qualquer medida que significa desmatamento ou transferência de competência da legislação ambiental para os estados”, enfatizou o líder petista. Paulo Teixeira lembrou que o compromisso da presidenta com a preservação ambiental é anterior à sua eleição. “Ela representou o Brasil, em 2009, na Conferência do Clima em Copenhague (Dinamarca) e assumiu o compromisso de redução de emissões de gases do efeito-estufa. A Dilma tem consciência do papel do país na questão ambiental”, afirmou.

Inconstitucional

O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) enfatizou a inconstitucionalidade da emenda 164. “Essa emenda não tem respaldo constitucional, é fácil de ser derrubada porque contraria o artigo 24 da Constituição, pelo qual cabe à União definir a Política Nacional do Meio Ambiente. Aos estados e municípios fica a tarefa de fiscalizar e regulamentar os dispositivos dessa política”, explicou. Para Nazareno, o que a bancada ruralista fez com a emenda 164 foi inverter essa prerrogativa.

“E o que é mais grave é que nem os estados e nem os municípios têm respaldo político e técnico para exercer uma função tão importante como essa. Se a União, que tem acúmulo de responsabilidade, tem o Ibama e a Polícia Federal, ainda enfrenta dificuldades, imagina o que vai acontecer, se essa política ficar na mão dos estados?”, questionou Nazareno Fonteles. Ele enfatizou que os governos estaduais e prefeituras são mais suscetíveis ao lobby dos grandes agricultores.

Nazareno disse ainda que não perdeu a esperança de reverter a situação e dar ao país um Código Florestal equilibrado, que garanta a segurança alimentar e a qualidade ambiental. Se as mudanças não acontecerem no Senado, tenho certeza de que a presidenta Dilma vetará, não será nem mesmo preciso questionar a constitucionalidade da lei no Supremo Tribunal Federal”, concluiu.

Temeridade

Para o deputado João Paulo Lima (PT-PE), foi uma temeridade aprovar a emenda 164. “Já fui prefeito por mais de um mandato e sei como funcionam as coisas nas prefeituras e quais são as deficiências dos estados e municípios”, afirmou o deputado. Ele disse ainda que o meio ambiente é uma questão de soberania nacional. Uma política ambiental não pode ser definida de forma isolada em cada estado. Isso é uma prerrogativa da União”, acrescentou.

10 km Tribuna FM-Unilus

Bom dia, domingo 15 de Maio de 2011, estamos no grupo de corredores da elite B, baixamos o tempo de 2010 e nesse ano estamos pertinho do grupo de elite A. Referências de sucesso não faltam e a cidade de Santos é show de bola, os santistas são muito, mas muito mesmo receptivos nos 10 km. A Rádio Tribuna FM transmite ao vivo a Prova.

A Prova
10Km Tribuna FM•Unilus é o maior evento esportivo da Baixada Santista, e uma das provas mais tradicionais do país. Em todas as sua edições, bate recordes no número de participantes e na velocidade com que as inscrições se esgotam.

São 16 mil atletas profissionais e amadores, de várias regiões do Brasil e do mundo, correndo ou caminhando pelas ruas da Cidade de Santos em uma grande festa.

Milhares de pessoas vão às ruas torcer e curtir atrações musicais e outras atividades que fazem parte da corrida.

10Km Tribuna FM•Unilus faz parte do calendário turístico de Santos e é a prova mais aguardada da região.

Semana da Enfermagem

Sábado, 7 de maio de 2011 – 17h00

Autora do livro “Mãe de UTI: Amor Incondicional” é convidada da Semana de Enfermagem da Unimonte

Da Redação

Autora do livro “Mãe de UTI: Amor Incondicional”, Maria Júlia Miele estará em Santos nesta segunda-feira para ministrar palestra sobre assuntos abordados em sua obra durante a 11ª edição da Semana de Enfermagem da Unimonte.
A escritora, que se apresentará às 21 horas, figura como uma das principais atrações da programação do evento, que será realizado até quinta-feira, sempre a partir das 19 horas, na Unidade Vila Mathias da faculdade (Av. Rangel Pestana, 99).

Estão agendadas palestras e diversos mini-cursos direcionados para estudantes e profissionais da área de Saúde. Além da participação da autora Maria Júlia Miele, a abertura oficial da Semana contará com a presença do 1º secretário do Conselho Regional de Enfermagem (COREN-SP), dr. Edmilson Viveiros, que irá abordar a ‘Ética na Assistência de Enfermagem’. No mesmo dia, o público poderá acompanhar o empresário Eduardo Vianna dar suas opiniões e conselhos sobre ‘Empreendedorismo’.

Os mini-cursos também levarão aos participantes conhecimentos sobre temas de relevância para o segmento da Enfermagem, como, por exemplo, ‘Desmistificando a Transformação de Soro’, ‘Avaliação Cárdio-Pulmonar no Adulto’, ‘Vacinas da Rede Pública e Particular’, entre outros.

Os interessados em se inscreverem precisam entrar em contato com o número (13) 3228-2133 begin_of_the_skype_highlighting              (13) 3228-2133      end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting (13) 3228-2133 begin_of_the_skype_highlighting              (13) 3228-2133      end_of_the_skype_highlighting end_of_the_skype_highlighting, entre 08h30 e 16 horas. Cada um custa R$ 20,00 para o público externo e R$ 15,00 para os alunos e ex-alunos da instituição. Porém, há descontos para quem adquirir um pacote de mini-cursos.

A Semana de Enfermagem da Unimonte reservará espaço, ainda, para a apresentação de trabalhos acadêmicos, como parte das ações da 1ª Mostra Científica: Juntos para uma Enfermagem Melhor. A agenda completa de atividades, bem como o local de cada iniciativa, estão disponíveis no site da Unimonte.

fonte: Jornal A TRIBUNA

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA – O impacto dos fatores meteorológicos na vida humana, animal e vegetal é muitas vezes determinante para a saúde.

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA – O impacto dos fatores meteorológicos na vida humana, animal e vegetal é muitas vezes determinante para a saúde. Estudos mostram repetidamente a influência do tempo e do clima nas taxas de diversas doenças.

A compreensão crescente destas relações, hoje nos possibilita oferecer a indústria farmacêutica, hospitalar e áreas correlatas, serviços e informações para decisões, muitas vezes adiantando a visão de uma demanda específica nestes seguimentos.

É útil entender os exemplos de cenários previsíveis tais como mudanças bruscas de temperatura, períodos de secas, aumentos e quedas intensas de pressão atmosférica, períodos com escassez ou excesso de chuvas, se estas chuvas são contínuas ou espaçadas, a sensação térmica, quantidade de radiação solar, entre outros.

Contar com estas informações significa ter dados diferenciados para o planejamento e o dimensionamento da produção, da distribuição, das campanhas de marketing entre outras.

Reportagens:

O Estado de S. PauloSão Paulo
06.03.09

Meteorologia é aliada das empresas
Diário do Comércio
São José do Rio Preto
25.08.03

Fonte: climatempo.com.br

JN : O helicóptero lhe basta

do blog easonnascimento | 27/04/2011 at 7:00 |

http://wp.me/pWUEU-3lv

Eason Nascimento

Mazelas, dessas que o poder público tem obrigação de combater, de coibir e atenuar, não é difícil de ser encontrada em nenhuma região do país. A princípio, o norte e o nordeste, tidos como mais carentes, possuem serviços públicos tais como : saneamento, educação, saúde, transporte e segurança, em qualidade inferior à região sul e sudeste, via de regra.

Mesmo assim, em cidades com maior índice de desenvolvimento econômico e social, e portanto com um volume maior de recursos colocados à disposição de seus governantes, encontramos os mesmos problemas, mesmo que seja gigantesco o contingente populacional o que por si só exige das autoridades uma atuação bem mais eficaz. São Paulo se encaixa bem nesta visão, e para tanto trago a reflexão, pequenos exemplos nas áreas de transporte, segurança e saúde pública.

O metrô, para começarmos pelo transporte, recebe nos horários de pico, 11 usuários por metro quadrado, quando a média mundial não passa de 6. Com este indicador, se vislumbra facilmente o grau de sofrimento a que são submetidos os que se utilizam diariamente deste meio de locomoção, na sua grande maioria, trabalhadores que na luta pela sobrevivência, precisam chegar ao local de trabalho e retornar às suas residências.

Com os ônibus e trens de superfície, que completam o sistema, a situação não difere. Talvez, ou melhor, com certeza, os ônibus tenham situação agravada, pois além do excesso de passageiros ainda enfrentam o lento e caótico trânsito paulista, sem precisar lembrar dos dias de chuva, período em que a capital paulista costuma se transformar na sucursal do inferno.

No que tange à segurança pública, a situação não é nada animadora. Assombrosa violência tem se intensificado na área mais famosa da cidade, a avenida paulista, onde tentativas de agressões e até mesmo assassinato, são registradas por ali. Relembro que passado as eleições 2010, se registrou um vergonhoso incremento nos casos de homofobia, onde a intolerância de uma minoria chocou o país.

Apesar da área da Paulista ser atendida por três distritos policiais (o 4.ºDP, na Consolação; o 5.º DP, na Liberdade e o 78º DP, nos Jardins), o numero de roubos entre os três primeiros meses chegou a 888 e o de futos à 2.717, segundo dados do próprio governo paulista. Apesar de ser a área mais vigiada da cidade, entre janeiro e março de 2011, 100 casos de furtos foram registrados no local. No ano anterior este numero não ultrapassou os 47.

Na semana que passou, o Complexo Hospitalar Paulista, em Cerqueira César, região central da capital, foi fechado, por causa de uma dívida de R$ 2 milhões em alugueis do imóvel onde funcionava. As 38 pessoas internadas, tiveram de ser transferidas para outras unidades ao longo do dia e para tanto até veículos do serviço funerário da Prefeitura Municipal foram utilizados. Portadores de anemia profunda causada por câncer, ou pacientes em estado de coma, foram os que mais sofreram com a súbita necessidade de deslocamento.

O metrô a transformar cidadãos em sardinhas, a segurança pública a transmitir medo e insegurança e a saúde com exemplos de descaso, fazem com que a Globo, se quiser mostrar as mazelas do país no JN, dispense o avião. O helicóptero lhe basta.

Fontes : Blog Os amigos do presidente Lula e Estadão

A água que bebemos e a Sabesp

Isso é PSDB governando

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve multa contra a Sabesp, aplicada por meio de liminar do Tribunal de Justiça de SP. O tribunal multou a empresa em R$ 200 mil ao dia, em 2008, por distribuir água imprópria para consumo no Guarujá.

A Sabesp queria inviabilizar a penalidade, aplicada a partir de uma ação civil pública proposta pela ONG Princípios.Segundo testes realizados pela Sabesp, principalmente no verão, a água chegava às torneiras com coliformes fecais (bactérias presentes nas fezes) em índices acima do estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Comer é verbo e não substantivo: mercado ou soberania alimentar?

Envolverde

4 de março de 2011 às 19:55h

Por Vicent Boix, do Belianís

Em meados de fevereiro, o Banco Mundial comunicou que devido ao incremento nos preços da comida, o número de famintos estava se aproximando do 1 bilhão, quando os últimos dados da FAO falavam em 925 milhões. Outras 44 milhões de pessoas estão atravessando a fronteira da extrema pobreza porque suas débeis economias familiares foram desestabilizadas pelos preços elevados da comida. A situação é gravíssima, mas os preços seguem aumentando e, em uma economia globalizada, fenômenos climáticos locais – tempestades na África, geadas no México, secas na China, etc. – se convertem em um quebra-cabeças mundial.

“Entre 2010 e 2011, os preços dos alimentos bateram recordes por sete meses consecutivos (…) Os aumentos nos preços dos produtos básicos se converteram em um fator desestabilizador da economia mundial, provocando tensões e distúrbios em vários países em desenvolvimento e, mais recentemente, na Argélia, Tunísia e Egito”. As afirmações são do Parlamento Europeu em uma resolução aprovada no dia 17 de fevereiro, que acrescentou: “…os altos preços dos alimentos lançam milhões de pessoas na insegurança alimentar e ameaçam a segurança alimentar mundial no longo prazo” (1).

Diante desta nova e trágica crise alimentar, repete-se uma e outra vez que a causa principal da alta dos preços é um desequilíbrio entre uma menor oferta e uma maior demanda em nível mundial, ou seja, cada vez se exigem mais cultivos e este ano os rendimentos foram piores. Mas, em um artigo anterior (2) indiquei que durante os anos 2003-2004 a situação em nível mundial quanto à quantidade de alimentos básicos como os cereais tinha sido pior que a de 2007 até agora. Contrariamente e tomando como referência o “Índice para os Preços dos Alimentos”, utilizado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), os preços em 2003-2004 foram cerca de 50% inferiores em comparação com os da crise de 2008 e 100% inferiores em relação a janeiro de 2011.

Portanto, algo está manipulando e alterando os mercados e esse algo é a especulação que, segundo o Parlamento Europeu, é a culpada por 50% dos aumentos recentes. A própria FAO reconhece que só 2% dos contratos de futuros termina com a entrega da mercadoria e a maioria é negociada novamente, por isso “…esse tipo de contratos atraem um número cada vez maior de especuladores financeiros e investidores, já que seus lucros podem ser mais atrativos em relação a como se comportam os de ações e bônus” (3).

O problema não é de escassez ou de uma menor oferta de alimentos, como se diz sem parar, mas sim de alguns preços inflados por especuladores como constata a Eurocâmara em uma resolução anterior: “…na atualidade, o fornecimento total mundial de alimentos não é insuficiente (…) é mais a inacessibilidade dos mesmos e seus elevados preços os fatores que privam muitas pessoas da segurança alimentar” (4).

No entanto, a especulação, causadora das altas de preços, não é propriamente a raiz do problema. Ela deveria ser freada, mas os preços dos alimentos seguiriam sujeitos aos movimentos da oferta e da demanda, em uma época na qual cresce o interesse por agrocombustíveis e as grandes transnacionais controlam os diferentes níveis da cadeia alimentar.

Ou seja, enquanto as nações marginalizarem sua autossuficiência e a panaceia for comprar alimentos básicos no grande supermercado global, ao mesmo tempo em que se exporta para esse mercado matérias primas e cultivos exóticos (soja para pastagem, algodão, plátanos, flores, pinus, café, milho para etanol, etc.), a alimentação seguirá sujeita à dinâmica de um mercado manejado por certos polvos que pouco entendem de fome.

Não se diz com isso que podemos prescindir do mercado internacional, mas é vital sus regularização e, sobretudo, que as nações priorizem sua soberania alimentar entendida como a faculdade dos povos e dos agricultores de decidir suas políticas agrárias para garantir a segurança alimentar. Nos tempos que correm talvez seja uma heresia, mas curiosamente, no mesmo comunicado de imprensa em que a FAO há pouco anunciava que os preços dos alimentos tinham alcançado um recorde histórico, um economista desta instituição indicava que “o único fator alentador até o momento provém de um certo número de países nos quais – devido a boas colheitas – os preços domésticos de alguns alimentos básicos permanecem baixos comparando-se com os preços mundiais (5).

Dito de outra maneira, estes países poderão abastecer-se de comida barata porque eles mesmos a cultivam e não tem que adquiri-la nos “reinos” das multinacionais e dos fundos de investimento. Mas apesar deste dado, a tendência é mais a contrária. A liberalização anima o investimento e o deslocamento da produção para os países do Sul, cujas terras deixam de produzir alimentos para transformarem-se em propriedades onde brotam os agrocombustíveis, as pastagens e as sobremesas das nações abastadas. Essas terras se concentram nas mãos de ricos latifundiários e de investidores enquanto o camponês é expulso do campo. O resto de níveis da cadeia alimentar (sementes, intermediação, manufatura, etc) concentra-se em poucas mãos que ditam as condições, monopolizam os mercados, encarecem os alimentos do consumidor e arrastam o agricultor para a falência. A agricultura e a alimentação como sustentos básicos desaparecem em favor da visão mercantilista: o fim último não é garantir comida nem trabalho, mas sim fazer um bom negócio, não importando quem sucumba por isso.

Esse modelo baseado na exportação ao mercado internacional onde tudo é suscetível de ser cotizado, comprado ou vendido, não só é incoerente porque cria dependência alimentar do mercado exterior e seus preços, mas porque, além disso, cria dependência do petróleo para o transporte e porque a agricultura industrial necessita de abundantes agrotóxicos. Com as revoltas atuais em países como Líbia, novamente o petróleo se encarece o que aprofundará a crise dos alimentos como em 2008. Se consideramos que “mudança climática” e o “zênite do petróleo” são questões da atualidade, resulta ainda mais surrealista encomendar nossas calorias ao ouro negro.

O analgésico milagroso

Em meados de fevereiro, o Banco Mundial comunicava que devido ao incremento nos preços da comida, o número de famintos estava se aproximando do 1 bilhão, quando os últimos dados da FAO falavam em 925 (milhões). Outras 44 milhões de pessoas estão atravessando a fronteira da extrema pobreza porque suas débeis economias familiares foram desestabilizadas pelos preços elevados da comida (6)

A situação é gravíssima, mas os preços seguem aumentando e, em uma economia globalizada, os últimos fenômenos climáticos locais – tempestades na África, geadas no México, secas na China, etc. – se convertem em um quebra-cabeças mundial. Mas atenção, não se trata de um problema de escassez e os rugidos de 1 bilhão de estômagos vazios não são suficientes para que se dê o soco na mesa definitivo que ponha em seu devido lugar o mercado e os especuladores. Foram disparados muitos fogos de artifícios a título de boas intenções. Na recente reunião do G-20, por exemplo, falava-se de uma maior transparência nos mercados, limitação da especulação, melhor informação sobre os cultivos…Em resumo, nada que não tenha se ouvido antes e nada que não tenha resultado em nada, apesar de, no dia 17 de fevereiro, o Parlamento Europeus ter pedido ao G-20 “que se combata em escala internacional os abusos e manipulações dos preços agrícolas, dado que representam um perigo potencial para a segurança alimentar mundial”, além de reclamar “…a adoção de medidas dirigidas a abordar a excessiva volatilidade de preços…” (7).

As propostas de curto prazo implementadas para conter essa situação estão sendo tão injustas como ineficazes, porque se pretende solucionar o erro jogando no campo do mercado e acatando as suas regras em lugar de enfrentá-lo e frear seus desvarios. Nesta direção, por exemplo, a FAO reconheceu que desde julho de 2010 seu objetivo tem sido “acalmar os mercados” (8). Para isso o analgésico empregado por este organismo consistiu em bajular certos países que tinham restringido suas exportações – de cereais, sobretudo – para que as retomassem rapidamente e assim recuperassem o fluxo da oferta que amansaria os preços no mercado internacional.

Cabe registrar que estes países exportadores fecharam suas fronteiras, supostamente para garantir comida a seus cidadãos, primeiro porque as colheitas não foram boas, segundo porque a melhor maneira de não cair na crise de preços internacionais é com produções nacionais. Pois bem, algo que é minimamente normal e mesmo legítimo, foi considerado por muitos como a principal causa da crise de preços dos alimentos, porque sob a lógica do livre mercado estava se manipulando a oferta mundial dessa mercadoria chamada comida.

Mas enquanto estas nações são pressionadas a retomar as exportações e a não armazenar comida para suas populações, ninguém se atreve a denunciar a barbaridade de milhões de toneladas de milho estadunidense destinados à produção de etanol (14% do milho mundial) (9). Isso é assim porque sob o intocável prisma neoliberal dominante, os alimentos não têm porque alimentar estômagos, mas sim são mercadorias que inexoravelmente devem ser cotizadas no mercado, onde terão os preços condicionados, pois o fim último é aumentar os lucros e se estes crescem com os automóveis, que sigam roncando os estômagos.

Pão para hoje e fome para amanhã

Desde julho vem se tentando “acalmar os mercados” e o fracasso tem sido estrondoso. A restauração das exportações de alimentos não apagou o fogo que seguiu expandindo-se diante das notícias de colheitas menores e de fenômenos meteorológicos que só aumentaram a preocupação. Pediram-se concessões aos países exportadores que não aplacaram a crise e, no dia 26 de janeiro, de um modo um tanto desesperado, a FAO lançava um informe (10) com recomendações para que se apertasse o cinto, neste caso das nações importadoras, entre as quais se encontram majoritariamente os pobres. O pacote de medidas se centrava fundamentalmente em um único ponto: que os estados apliquem medidas econômicas e comerciais para reduzir o preço dos alimentos, como, por exemplo, subsídios diretos, empréstimos para o financiamento das exportações, incentivos fiscais, redução de impostos, redução de barreiras alfandegárias e de impostos para importações de comida, insumos, máquinas agrícolas, etc. Algumas destas recomendações – mais próximas à filosofia do FMI e do Banco Mundial – foram adotadas durante a crise de 2008 e alguns países já estão aplicando-as. A Guatemala, por exemplo, no início de fevereiro, anunciou a importação de milho com tarifa alfandegária zero para fazer frente à alta de preços (11).

Logicamente estas medidas debilitarão os cofres das nações que deixarão de arrecadar impostos ou subsidiarão diretamente alimentos com fundos dos orçamentos públicos, o que afetará no médio e largo prazo o financiamento de outros programas e serviços públicos. Para as nações que podem ter problemas com os orçamentos e a balança de pagamentos, a FAO recomenda, leia bem, que recorram aos programas do Banco Mundial e do FMI, o que dá na mesma, que se endividem mais para garantir os lucros brutais que o mercado e seus especuladores estão acumulando com a alta de preços.

Como pode se observar, e como foi repetido à saciedade neste artigo, ninguém fala nada sobre o agente causador da distorção, situado justamente entre os países que produzem e compram comida, que recebem pedidos de sacrifício e de adaptação aos caprichos do mercado, comprometendo inclusive suas próprias contas. As classes políticas destes países, vendo as imagens do Egito ou da Líbia, não se arriscam a sofrer problemas de falta de alimentos e bailam conforme a música.

Enquanto se esperam novos dados sobre os preços da comida, a situação começa a ser sumamente asfixiante e pode derivar em uma crise pior que a de 2008. Por isso, a verborreia grandiloquente tornou-se dispensável e urgem soluções reais e efetivas, porque para a humanidade comer é um verbo e não um substantivo pomposo e demagógico.

*Vicent Boix é escritor, autor do livro “El parque de las hamacas”, e editor de Ecologia Social da revista Belianís (Espanha).

Envolverde
Envolverde é uma revista digital que aborda assuntos ligados ao Meio ambiente, Educação e Sustentabilidade. É vencedora do 6º. Prêmio Ethos de Jornalismo na Categoria Mídia Digital.
Sociedade

Desigualdade na escassez

Adib D. Jatene

Além de faltarem médicos, eles estão mal distribuídos pelo Brasil. Por Adib Jatene. Foto: Istockphoto
Dados do Conselho Federal de Medicina mostram que possuímos no País 340 mil médicos, o que para uma população de 190 milhões representa 1,78 médicos para cada mil habitantes, número insuficiente quando comparado com os 2,6 nos Estados Unidos, 3 na Argentina, 3,2 na Europa Ocidental, 3,8 em Portugal e 6,6 por mil habitantes em Cuba.

A necessidade de apenas um por mil habitantes é anterior aos anos 60, quando dois terços da população viviam no campo. A conclusão é que faltam médicos, deixando largas parcelas da população de baixa renda com acesso limitado a esse profissional. Essa deficiência é agravada pela distribuição dos médicos no território nacional. Mais da metade encontra-se nas capitais, enquanto nessas cidades vive apenas 20% da população. Isso pode levar à conclusão de que, nas capitais, o número de médicos é suficiente. Quando se verifica que Vitória possui um médico para 127 habitantes (7,8/mil), Recife tem um médico para 213 habitantes (4,7/mil), Porto Alegre um médico para 180 habitantes (5,5/mil), São Paulo um médico para 312 habitantes (3,2/mil), a conclusão de que as capitais estão bem atendidas parece correta.

Ocorre que a concentração de médicos acompanha, aproximadamente, a distribuição dos hospitais. E quando analisamos, por exemplo, na capital de São Paulo a disponibilidade de leitos hospitalares salta à vista a desigualdade da distribuição. Em 1999, fizemos um levantamento juntamente com Vivaldo Luconti, da Fundação Seade. A cidade de São Paulo, à época com 10 milhões de habitantes, estava dividida em 96 distritos.

Nos 25 distritos da área mais rica e mais antiga da cidade, onde moravam 1,8 milhão de pessoas, existiam 13 leitos por mil habitantes. Assinala-se que 3/1.000 é número considerado adequado. Nos outros 71 distritos, onde viviam 8,2 milhões de habitantes, existia 0,6 leito para cada mil habitantes. E em 39 distritos desse total, com 4 milhões de habitantes, não existia nenhum leito, zero. Esse panorama encontra-se em praticamente todas as grandes cidades e áreas metropolitanas no País.

Ficam, por isso, grandes parcelas da população, mesmo nas capitais, sem o acesso a médico. Se a isto associarmos municípios de áreas mais carentes ou longínquas, onde não existem médicos, fica claro que alguma coisa deve ser feita.
Desde 1996, decidiu-se aumentar o número de cursos médicos. De, aproximadamente, 9 mil vagas, hoje ultrapassamos 15 mil e o número de faculdades, que era de 82, ampliou-se para 180. Entretanto, isso não foi acompanhado de melhora da distribuição de médicos, pois eles não estão sendo preparados para cuidar da população, mas para disputar vagas em residência médica.

Embora tenha aumentado o número de vagas para residência, de um lado, ela não comporta todos os formados e, de outro, serve mais para encaminhá-los às especialidades médicas, que se concentram nos grandes hospitais, e não para cuidar da população carente, sem a utilização da moderna tecnologia, agravando, em vez de minorar, a desproporção da distribuição. Por outro lado, alunos que pagam mensalidades superiores a 3 mil reais, chegando a 6 mil reais, não se disporiam a trabalhar em áreas carentes. O Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, ofereceu 16 vagas para residência em Saúde da Família. Apareceu apenas um candidato.

Desde 1995, o País implanta o programa de Saúde da Família, que já recrutou mais de 250 mil agentes comunitários e compôs cerca de 30 mil equipes de Saúde da Família, existindo em 93% dos municípios brasileiros, cobrindo mais de 85 milhões de habitantes. O programa precisa ser duplicado e, se hoje há dificuldade para aliciar médicos, trabalhando em regime de tempo integral junto à população, seria impossível cobrir a nossa necessidade, mantendo o esquema que temos hoje.

É preciso que os quase 16 mil médicos graduados por ano sejam preparados para atender a população sem necessidade de usar a alta tecnologia, reservada aos casos mais complexos e, esses médicos, incorporados no seio da população. A prática dos últimos 20 anos tem demonstrado que a estratégia que utilizamos não conseguirá mudar a situação, pois na verdade estimulam a especialização, que agrava a concentração.

É preciso inovar e nesse campo significa propor medidas para corrigir, em prazo relativamente curto, o problema da distribuição dos médicos.
Essa inovação passa pelo ensino médico, que não pode ser entendido como um negócio ou fonte de prestígio para entidades ou municípios, mas como a maneira de criar profissionais que venham resolver problemas que exijam uma resposta capaz de minorar os problemas da população.

Como todos os estados têm faculdades de medicina, alguns até com excesso de vagas, talvez fosse o momento de se criarem estágios de um ou dois anos no estado no qual se graduaram, prestando serviço no programa de Saúde da Família, como pré-requisito para residência médica. Dessa forma, os que terminarem o curso médico, em vez de se prepararem para prestar concurso para residência, se preparem para atender às situações mais frequentes que afetam a população. Isso significaria, em dois anos, poder criar mais de 30 mil equipes de Saúde da Família, cobrindo o déficit de acesso da população.

Simultaneamente, criar ambulatórios de especialidades ou unidades de pronto-atendimento, para dar cobertura aos médicos de família e permitir que eles tenham acesso a leitos hospitalares o mais próximo possível da residência de seus pacientes.

Programa dessa magnitude exige um aporte de recursos, que, se não for mobilizado, impede que se fale em prioridade para a saúde.

Desde 1980, os profissionais de saúde apontam caminhos. Até hoje, embora convivendo com autoridades dos três níveis que sempre proclamaram prioridade para a saúde, o problema, apesar de conquistar algumas vitórias, deixa muito a desejar. E isso porque saúde nunca foi prioridade.

*Adib Jatene é médico e ex-ministro da Saúde nos governos Collor (1992) e Fernando Henrique Cardoso (1995-1996).

Fonte: www.cartacapital.com.br

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