Democratizar a mídia, a hora é agora! – News

Caros companheiros e caras companheiras,

A recente campanha eleitoral colocou a Democratização da Mídia no centro da agenda política do país. Ficou evidente, mais uma vez, que o sistema de comunicações no Brasil está muito longe de garantir o exercício da liberdade de expressão pelo conjunto da sociedade, assim como não oferece ambiente plural para o debate público, colocando em risco o próprio desenvolvimento da nossa democracia. Em Nota Pública, o FNDC reafirmou seu protagonismo na luta por um novo marco regulatório das comunicações, que garanta diversidade, pluralidade e que proteja os direitos humanos na mídia; que estruture um sistema público robusto de comunicação e assegure a universalização do acesso à banda larga de qualidade.

Nesse sentido, a responsabilidade do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), suas entidades e seus comitês espalhados por todo o país, que já era grande antes das eleições, torna-se, agora, ainda maior. As reiteradas declarações da presidenta reeleita, Dilma Rousseff, de que pretende levar adianta a regulação econômica dos meios de comunicação, nos posiciona diante de uma conjuntura singular.

Assim como na campanha pela Reforma Política, não vamos conseguir superar a força dos oligopólios midiáticos sem muita mobilização e pressão popular. Por isso, convidamos entidades, coletivos e ativistas em todo o país a fortalecer nosso movimento e nossos comitês, debatendo com as campanhas que lutam pela Reforma Política uma maior aproximação e construção de agendas e estratégias comuns de mobilização e de luta. É preciso ocupar as ruas em torno de diversas iniciativas. Propomos um conjunto de atividades e pautas reivindicativas com as quais devemos nos envolver ao longo das próximas semanas e meses:

· Retomar a campanha de coleta de assinaturas do Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) da Mídia Democrática, organizando atividades em todo o país nas próximas semanas/meses (debates, aulas públicas, escrachos, panfletagens, atos públicos), culminando com uma grande semana de mobilização, de08 a 14 de dezembro, quando completaremos 5 anos da realização da I Conferência Nacional pela Democratização da Comunicação (Confecom), e quando será lançada a coleta de apoio ao Projeto de Lei da Mídia Democrática pela internet;

· Realização do II Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação, em fevereiro de 2015, em local a ser amplamente divulgado;

· Atividades e iniciativas comuns com as campanhas que lutam pela Reforma Política, em particular pela campanha do ‘Plebiscito Constituinte Exclusiva’.

DEMOCRATIZAR A MÍDIA JÀ!

REFORMA POLÍTICA JÁ!

NAS REDES, NAS RUAS, NAS LUTAS DO POVO!

COORDENAÇÃO EXECUTIVA DO FNDC

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Brasil preside diretoria do banco dos BRICS | Conversa Afiada

Brasil preside diretoria do banco dos BRICS | Conversa Afiada.

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) terá novo conceito

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) terá novo conceito.

FHC já admite que Aécio não tem condições de ser candidato

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A candidatura de Aécio está sendo fritada pelo tucanato paulista.

Segundo o jornalista Carlos Chagas, FHC comentou com importante prócer do PT que Aécio não vai fixar-se porque não tem estatura, continua pequeno.
Via Novojornal via novobloglimpinhoecheiroso
Há 15 dias, o Novojornal noticiou “PSDB S/A. De partido político a empresa de sociedade anônima“, informando a maneira pouco ortodoxa que o senador Aécio Neves pretendia administrar o partido, descrevendo ainda à cilada que representava assumir a presidência nacional do PSDB, a interferência do denominado “Grupo Mineiro” e seu total despreparo para pleitear sua candidatura à Presidência da República em 2014.
Talvez porque Minas Gerais seja hoje um Estado com sua imprensa sitiada, a mídia nacional pouco ou quase nada soubesse sobre Aécio Neves e o denominado “Grupo Mineiro”. Porém, não foi necessário muito tempo para que o conhecimento ocorresse.
Enquanto em Minas Gerais a imprensa regional continua nada escrevendo a este respeito, no restante do País a denominada grande imprensa já admite abertamente a falta de condições da candidatura do senador e presidente nacional do PSDB Aécio Neves à Presidência da República.
Neste sentido, o jornalista Carlos Chagas escreveu na Tribuna da Imprensa de domingo, dia 2:

Deve cuidar-se o senador Aécio Neves. Quem assistiu esta semana o programa de propaganda partidária gratuita do PSDB e pertence ao bloco dos ingênuos terá desligado sua televisão impressionado com a unidade e a euforia dos tucanos.
O novo presidente do partido, ainda que sem ter sua candidatura presidencial alardeada pelos colegas paulistas, surgiu como o aglutinador do partido, o D’Artagnan dos mosqueteiros José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique.
Nas telinhas, tudo pareceu encaminhar-se para a sagração posterior de Aécio como candidato. Ledo engano. Athos, Portus e Aramis rejeitam o ex-governador mineiro. José Serra é candidatíssimo. Geraldo Alckmin trabalha com a hipótese de disputar o Palácio do Planalto, oferecendo a Serra a candidatura a governador de São Paulo. E Fernando Henrique, tido como incentivador de Aécio, ainda há dias comentava com importante prócer do PT que o senador não vai mesmo fixar-se porque não tem estatura, continua pequeno…
A força dos paulistas é grande no ninho. A estratégia deles parece deixar que Aécio Neves apareça como candidato por conta própria e sabotá-lo mais ou menos como quem come mingau: pelas bordas.
Deixar que ele percorra o País, como já prometeu mais de uma vez, mas sem respaldá-lo, até que no começo do ano que vem possam constrangidamente concluir que ele não emplacou e melhor seria concorrer ao governo de Minas, aguardando tempos presidenciais mais promissores.
É claro que de ingênuo o senador não tem nada. Conhece em detalhes a artimanha de seus companheiros e, mais ainda, a personalidade de cada um deles, que começou a acompanhar desde os tempos do avô, Tancredo Neves, que abominava Fernando Henrique, não confiava em Serra e desconhecia Alckmin.
O importante para Aécio é evitar a impressão de uma guerra entre paulistas e mineiros, até porque, de seu lado da fronteira, conta apenas com os índios, sem nenhum cacique de peso.
Conseguiu eleger-se presidente do PSDB, ainda que hoje já desconfie de haver caído numa armadilha. Sabe da importância de tornar-se conhecido, mais do que já é, bem como da necessidade de cautela em seu confronto com os três mosqueteiros.
O ideal seria dividi-los. Imprescindível também se torna buscar alianças, como com o governador Eduardo Campos, o candidato ideal para seu companheiro de chapa. Sem esquecer Sérgio Cabral.
Em suma, a escalada é íngreme e a montanha, escarpada, para Aécio Neves. Vitoriosa, porém, sua fixação como candidato deixaria clara a impossibilidade de os tucanos paulistas voarem alto.

O jornalista Janio de Freitas da Folha de S.Paulo também no domingo, dia 2, escreveu:

Haja paciência
Até a eleição presidencial, faltam 16 meses. Mas, forçada pelos jornais e por dois aspirantes à disputa, a intensidade do assunto faz parecer que estamos no ano que vem. Não é novidade. É, talvez, apenas exagero da precipitação habitual, entre outras deformações que se tornam exageradas demais no jornalismo de uma política muito medíocre.
Aguentar mais 16 meses desse funk é uma ideia aterradora, se já agora fica difícil suportar as caras diárias de Aécio Neves e Eduardo Campos nos jornais. Ainda bem que, no Brasil, a justiça tarda, mas não chega. O que chega, até sob a forma de sentença, é a vingança. O nosso tédio será vingado.
Eduardo Campos já adotou o sistema senta/levanta. Faz uma aparição e some um período. Não está forçado a isso por discordâncias levantadas contra sua candidatura no seu PSB, as quais não se aplacarão só porque o governador de Pernambuco fique um tanto mais no governo onde deve estar.
A investida da exposição pessoal de Eduardo Campos em grande parte do País, com ênfase no Sudeste e no Sul, não lhe rendeu politicamente nada. Além disso, o périplo acentuou a evidência de sua contradição, ao mesmo tempo integrante da “base governista” e pré-candidato de oposição a Dilma. E para isso Eduardo Campos não teve resposta aceitável, frustrada a expectativa de explorar um divórcio que Dilma não quis efetivar.
A pausa para meditação, com aparições que apenas marquem presença, tanto indica que Eduardo Campos deu a partida com antecipação e modo errados, como aponta para a necessidade de trabalho agora redobrado. Inclusive, para tentar a correção do problema que criou no seu partido, com o excesso de personalismo.
A meta inicial de Aécio Neves é a mesma de Eduardo Campos: fazer-se conhecido. Ainda não decorreu tempo suficiente para aferir-se o resultado de seu célere tour pelo País. Deu, sim, para uma dúvida e uma constatação. Aécio Neves, tendo iniciado tão cedo sua campanha e com tanta intensidade, será capaz de sustentá-la, com o necessário crescendo, por mais 16 meses? É muito improvável, nem suas características pessoais combinam com tamanha exigência.
A constatação decorre de suas falas. Aécio utiliza-se de referências frequentes a Tancredo Neves, na busca de uma identificação familiar com extensão ao destino político. Tancredo, porém, em todas as circunstâncias de sua vida política, caracterizou-se por só falar quando teve o que dizer. E o pré-candidato Aécio Neves só tem falado o que não precisa dizer, porque vazio de interesse ou banal como crítica.
Eduardo Campos leva sobre Aécio Neves, porém, uma vantagem significativa: pode dar as costas a José Serra sem maior risco.
A respeito da fuga de lideranças do PSDB a imprensa nacional noticia:
“Deixou sequelas entre tucanos o estilo ‘trator’ do senador Aécio Neves (MG), para viabilizar sua candidatura a presidente. Se ele não tratar melhor uma das estrelas do PSDB, senador Álvaro Dias, por exemplo, o paranaense vai acabar aceitando um dos convites de outros partidos.
Preterido por Aécio para permanecer na liderança do PSDB, Dias tem feito falta à oposição quase inexistente no Congresso Nacional. Ele ainda sonha em disputar o governo paranaense contra o tucano Beto Richa, que é também seu desafeto.
O senador Álvaro Dias (PSDB/PR) pode estar deixando o ninho tucano. Ele tem convite de outros partidos, como o PV, e sonha com a disputa do governo do Paraná em 2014, contra Beto Richa, seu desafeto, que é do PSDB. Em sua coluna deste sábado, Cláudio Humberto aborda os dilemas do senador.
O Partido Verde cogitou lançar a candidatura do senador Álvaro Dias (PR) à Presidência da República, quando Fernando Gabeira parecia hesitar sobre esse projeto. Mas o político do PSDB, apesar de honrado com a possibilidade, ainda não vê motivos para deixar seu partido”.

Como se não bastasse todo clima desfavorável, novo desespero tomou conta da campanha de Aécio após pesquisa do Instituto Vox Populi apontando que a população considera o governo FHC pior do que as administrações petistas em todos os aspectos: na gestão da economia e da educação, no combate à corrupção e mesmo na luta contra a inflação; a despeito disso, Aécio está convencido de que não faz mais sentido esconder o ex-presidente do eleitor em 2014.
Eis alguns pontos:
● na geração de empregos, 7% dos entrevistados disseram que FHC atuou melhor, enquanto 75% responderam que Lula e Dilma o superaram;
● na habitação, 3% para FHC e 75% para Lula e Dilma;
● nos programas para erradicar a pobreza, 4% ficaram com FHC e 73% com os petistas;
● na educação, FHC foi defendido por 5% e Lula e Dilma por 63%;
● na política econômica, em geral, FHC foi avaliado como melhor por 8% e os petistas por 71% dos entrevistados;
● no controle da inflação, FHC teve seu melhor resultado: 10% acharam que foi melhor que os sucessores, mas 65% responderam que Lula e Dilma é que agiram ou agem melhor;
● no combate à corrupção, FHC teria atuado melhor que seus sucessores para 8%, enquanto 48% dos entrevistados afirmaram que Lula e Dilma foram-lhe superiores.
Os dados são eloquentes e revelam que o eleitor ainda guarda uma boa memória sobre o governo FHC. Aécio, no entanto, tem ouvido economistas que fizeram parte de seu governo, como Armínio Fraga e Pedro Malan, e tem feito questão de valorizar seu legado, como fez no programa do Ratinho, quando disse que FHC é o verdadeiro pai do Bolsa Família.
Depois de perder duas eleições escondendo FHC, os tucanos mudaram de estratégia. Mas falta ainda convencer o eleitor de que essa é uma boa estratégia.
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Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema, diz ONU

Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema, diz ONU

O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, disse que o Brasil conseguirá cumprir uma das principais promessas da presidenta Dilma Rousseff e tirar toda a população da pobreza extrema. Ele falou depois de conhecer o estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado hoje (29) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Segundo ele, as políticas do governo brasileiro para a nova classe média influenciarão a Organização das Nações Unidas (ONU).

“Vemos que políticas públicas sociais e econômicas farão com que o Brasil atinja o resultado de 100% de redução da pobreza extrema. E a ONU tem um compromisso assumido de combate à pobreza. Pensamos muito nisso, mas [pensamos] pouco no ponto de chegada, que é a classe média. É muito útil o Brasil estar pensando neste ponto de chegada”, disse o representante do Pnud.

Ministro da SAE e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Neri disse que “o fim da miséria é apenas o começo”. Segundo ele, a desigualdade teve uma “queda espetacular”, após o índice de Gini ter caído de 0,64 para 0,54 nos últimos dez anos. Esse índice, pelo qual zero representa a igualdade total de renda, é um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países.

“Em 2012, mesmo com [baixo crescimento do PIB] o chamado Pibinho, 35% das pessoas subiram [de nível social], enquanto 14% caíram. Isso mostra que o país vive mais prosperidade e oportunidade, e menos desigualdade”, acrescentou o ministro Marcelo Neri, após apontar a Carteira de Trabalho como maior símbolo da classe média.

Para Jorge Chediek, os números apresentados pelo estudo “são impressionantes”. Ele avalia que a formalização do emprego foi fundamental para os bons resultados. “O que mais melhorou a situação do país foi a criação de empregos. [Também] por isso é muito importante conhecer a classe média”, acrescentou. “A presidenta Dilma Rousseff disse que quer fazer do Brasil um país de classe média. Queremos influenciar a política e ampliá-la para fazer, também do mundo, um mundo de classe média”

O estudo Vozes da Nova Classe Média mostra a contribuição do empreendedor para a expansão da nova classe média brasileira. Tem como um dos destaques o aumento na formalização dos empregos. Entre as conclusões que se pode tirar com base no estudo está a de que 40% dos postos de trabalho disponíveis foram gerados a partir de pequenos negócios.

Dos 15 milhões de novas vagas abertas entre 2001 e 2011, 6 milhões foram criadas pelos empreendimentos de pequeno porte. Além disso, 95% delas são empregos formais. Ainda de acordo com o estudo, 39% do total de remunerações do país estão relacionadas a pequenos empreendedores – volume que supera os R$ 500 bilhões por ano.

Nova linha editorial do jornalismo Global

Boa noite . Começo esse artigo, questionando as normas e padrões éticos de conduta do pseudo-jornalismo das organizações globo. Dias atrás, eles mesmos mencionaram a isenção em suas falas, como um dos requisitos do dito bom jornalismo ético e responsável. Mas eles mesmos se contradizem. Agora à noite, eles no Jornal da Globo fizeram juízo de valor e colocaram como única verdade o motivo de ministros estarem demissionados. Explico: A linha editorial do Jornal já começa enfatizando, de forma veemente que o governo da presidenta Dilma Rousseff,  herdou do seu antecessor, uma praga instalada no governo federal, desqualificando mais uma vez o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Qualifica o governo como de troca de favores, que o antecessor trocou interesses eleitorais, pela troca de cargos entre políticos e setores diversos, quer sejam empreiteiras e empresas, como se isso fosse uma realidade apenas do governo antecessor da presidenta Dilma Rousseff. Esqueceram dos outros governos que passaram por Brasília, esqueceram dos piores momentos da política brasileira, em épocas de inflação e dificuldades econômico-sociais. Quer que acreditemos que os erros humanos, são culpabilidades exclusivas do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, forma usada em vários noticiosos da organização. Logo, após a fala do âncora do jornal, chegou a vez do Arnaldo Jabor continuar a mesma linha, será que eu já vi esse filme? O texto redondinho e combinado duma linha editorial que serve aos interesses de determinados grupos nesse país. Mas, ao mesmo tempo, seguem questionando o crescimento ecônomico, dessa vez no setor imobiliário, como se fosse “bolha especulativa”. Se esquecendo, dos grandes avanços conquistados na última década no país. Que jornalismo é esse? Cadê a responsabilidade e ética editorial? Profissionais de comunicação seguindo linha que alguém ou um deteminado grupo tem mais interesse que seja pautada. A população tem esse veículo como formador de que tipo de opinião?  Um passo para pouco a pouco, colocarem à população brasileira, como desqualificado o governo Lula, e já pensando num futuro próximo. Querendo passar uma idéia de que a presidenta Dilma Rousseff é vítima do seu antecessor, pois eles sabem da popularidade e da influência do Lula para as próximas eleições. Continuemos com todas as conquistas, e o governo da presidenta Dilma Rousseff não pode ser refém de políticos e nem de grupos de mídia que se consideram a única verdade.

Posse de Gleisi é transformada em ato de desagravo a Palocci

‘Quero agir como a presidenta porque ela age da forma certa’, afirma ministra; Dilma diz que sai um ‘amigo’ e entra uma ‘amiga’

iG São Paulo | 08/06/2011 14:35
A cerimônia que empossou nesta quarta-feira a nova ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, foi transformada em um desagravo ao antecessor Antonio Palocci, cuja demissão foi provocada pela crise aberta em função de sua evolução patrimonial. Enquanto a nova ministra empenhou-se em dizer que seguirá os passos da presidenta, Dilma fez elogios a Palocci e a afirmou que perde um “amigo” dentro do governo com a demissão. “Um amigo deixa o governo e uma amiga assume seu lugar”, disse Dilma.
Foto: AFP
Dilma fez elogios a Palocci durante a cerimônia de posse de Gleisi
Em sua primeira fala após assumir o cargo, Gleisi agradeceu a oportunidade de servir ao povo brasileiro e lembrou que foi também na Casa Civil que Dilma trilhou o caminho que a levou à Presidência. “Sei que o momento é outro, mas pretendo trabalhar aqui com o mesmo empenho e lealdade da presidenta”, discursou Gleisi. “Quero agir como a presidenta, porque ela age da maneira certa”, emendou.

Gleisi foi antecedida pelo próprio Palocci, que foi aplaudido em pé pela plateia. O ex-ministro ganhou direito a um discurso para explicar sua demissão. “Fomos avisados pelo poeta: havia e haverá sempre pedras na nossa caminhada”, discursou Palocci, ganhando mais uma salva de palmas.

“Trabalhei dentro da mais estreita legalidade”, acrescentou, ao argumentar que o problema maior é que “o mundo jurídico não trabalha no mesmo diapasão do mundo político”. Palocci citou Machado de Assis e afirmou que deixou o cargo para preservar o “diálogo”. “Se eu vim para ampliar o diálogo, saio agora para promovê-lo.”

Ao falar sobre a demissão do ex-ministro, Dilma emocionou-se e referiu-se a ele sucessivas vezes como “amigo”. “Juntos, enfrentamos os desafios da jornada eleitoral, da montagem da coligação que me elegeu e da montagem do novo governo”, afirmou a presidenta, dizendo perder no governo um “parceiro de lutas”. “Agradeço do fundo do meu coração ao meu amigo Antonio Palocci, pela ajuda que ele me deu e deu ao Brasil.”

Despedida no Senado
Escalada por Dilma para cuidar da “gestão e de acompanhamento de projetos” do governo, a nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann tomou posse em cerimônia no Palácio do Planalto. Antes disso, no entanto, fez um aceno político ao escolher o plenário do Senado para seu último pronunciamento antes de assumir o cargo.

No discurso, Gleisi rejeitou o rótulo de “trator” na defesa dos interesses do governo e disse esperar o apoio da Casa para desempenhar a nova função. “Não considero essa a melhor metáfora para quem exerce a política e sempre se dispôs a debater, ouvir e construir consenso”, discursou Gleisi. “A manifestação democrática é o maior instrumento que temos para avançarmos no desenvolvimento do nosso País e acredito que o desfecho dela é a decisão da maioria. Gostaria de manter a convivência respeitosa que iniciamos nesta Casa.”

Foto: AE
Gleisi, ao se despedir do Congresso

A senadora afirmou ainda reconhecer o peso de assumir a Casa Civil e disse estar preparada para o cargo. “Quis Deus, por intermédio da presidenta (Dilma Rousseff), que eu ficasse mais próxima para este auxílio e tenho muita clareza desta missão. A quem é muito dado, muito será cobrado.”

Gleisi disse ter defendido o governo no Senado não apenas por pertencer ao mesmo partido da presidenta, mas também por acreditar no modelo “de desenvolvimento econômico inclusivo, no qual as pessoas são o objetivo maior”. “A presidenta Dilma me confiou uma nova missão e vou cumpri-la, levando em conta muito do que aprendi no Senado. Assim como a presidenta, a minha caminhada tem uma razão de ser, que é a favor do Brasil e do seu futuro.”

A senadora paranaense também elogiou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e os líderes do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), e do PT, Humberto Costa (PE). Gleisi ainda fez “deferência” à oposição, com a qual teve debates duros. “Mas prevaleceu sempre a convivência democrática. Viver exposta ao contraditório é condição da vida parlamentar e da vida democrática.”

Vocês tampouco conseguirão sabotar Dilma


Do Blog Da Cidadania
Posted by eduguim on 20/05/11 • Categorized as Aviso

Sei que vocês estão lendo o que escrevo. Então, só para começar, quero avisá-los de que, se acham que conseguirão fazer com Dilma o que não conseguiram fazer com Lula, estão muito enganados. E, se acham que encontraram resistência antes, esperem só para ver agora.

Nesse caso do Palocci, vocês acham que, como ele é alvo de antipatia da esquerda por suas boas relações com o mercado, parte dos que apoiaram a eleição de Dilma poderão ser manipulados indefinidamente, como estão sendo no caso do principal ministro dela.

Quanto tempo acham que vai demorar para ficar absolutamente claro que os alvos não são Palocci ou Dilma, mas o governo? Vocês tentam sabotar o governo para que não consiga continuar melhorando o país, o que é a única chance de vocês voltarem ao poder.

Quanto tempo mais será necessário para que todos percebam que cada vez mais ministros estão virando vossos alvos? Ana de Hollanda (que fez um monte de bobagens), Nelson Jobim, Fernando Haddad, Antonio Pallocci… Todos vão entrando na roda, em maior ou menor grau.

O caso de Palocci é mais sério. Apesar de suas questionáveis posições políticas e ideológicas (por ser do PT), está inserido no projeto de Dilma, que apoiei na eleição. E, neste momento delicado da economia, com a guerra cambial internacional açulando a inflação, ele é primordial.

Vocês não estão gastando toda essa artilharia contra Palocci à toa. Sabem muito bem que a queda do principal ministro do governo, neste momento, poucos meses após a posse, seria um desastre para o governo e para o país. Continuam apostando no caos.

Sim, Dilma e o governo ainda hesitam em partir para a briga. Mas se acham que é medo, lembrem-se de que Lula também hesitou. Uma hora ela vai se cansar de ser sabotada e vai reagir tanto quanto o antecessor.

E não se animem se conseguirem derrubar Palocci. Vocês derrubaram o José Dirceu e acharam que tinham dado um golpe mortal no PT, mas, ao fim, ferraram-se.

Eu, particularmente, bancaria essa briga já. Mostraria, por A mais B, que Palocci enriqueceu como enriquecem todos os que ocupam o cargo que ocupou porque o sistema permite isso, legalmente. Não há nada de errado. Palocci fez nada mais do que aproveitar a boca.

Vocês sabem que eu gostaria de ser crítico em relação ao governo. Sabem que nunca ganhei nada do governo, que nada ganho e que luto muito pra sobreviver. Já me investigaram, que eu sei. Vocês não entendem minhas razões? É porque se pautam por vocês mesmos…

Vou infernizá-los, meus caros. Podem ter certeza disso. E não tenho medo de vocês. Farei quantas manifestações forem necessárias, farei quantas representações forem necessárias, escreverei tantos textos quantos forem necessários…

Sabem por quê? Só vejo uma forma de melhorar minha vida. Há alguns meses, durante um almoço com amigos e um parlamentar, ele me perguntou se poderia ajudar em alguma coisa no caso de minha filha doente. Eu lhe disse: faça por todos que ela se beneficiará também.

Julgam-me ingênuo? Vocês é que são. O país está melhorando à revelia de vocês. E este governo, como o anterior, trava uma guerra contra o preconceito. São preconceitos étnicos, de orientação sexual e regional, no mínimo. Preconceitos que vocês criaram.

Vocês não conseguiram nem quando tinham base de apoio muito maior no Congresso. Agora, golpistas, a situação é muito mais adversa e seus métodos não variam. Serão surrados pela sociedade, que continuará apoiando Dilma se ela continuar melhorando a sua vida.

Aliás, tomem cuidado porque a armação contra Palocci pode se voltar contra vocês. Estou sabendo que se levarem muito adiante essa safadeza, vossos amiguinhos da área econômica do governo FHC vão ter que entrar na roda. E vocês sabem o que isso significa.

1º Encontro Municipal da Juventude do PT – Itanhaém

Jovens Companheiras e Companheiros,

Nosso diretório municipal está organizando o 1º Encontro Municipal da Juventude Petista e vejo necessária a participação ativa da Juventude na construção de novas lideranças e que venha oxigenar a vida partidária em nosso município, buscando a articulação com movimentos regionais, estadual e nacional.

Gostaria de contar com sua presença e ouvir suas idéias e propostas, que viabilizem o funcionamento efetivo do Setorial da Juventude no PT de Itanhaém.

Saudações Petistas,

Vereadora Professora Regina

Pronunciamento da Presidente Dilma Rousseff – Dia do Trabalho

As conquistas e suas consolidações, a necessidade de mão de obra e suas qualificações, os investimentos atuais e futuros, o crescimento e amadurecimento das classes e os olhos do mundo voltados ao país são fatos e temáticas da fala da Presidente nesse 1o. de Maio de 2011.

palaciodoplanalto.org.br

Diretor de Avatar diz que Brasil e índios estarão em seus próximos filmes

James Cameron não descarta temática indígena nas duas sequências de Avatar

raoni-cameron-TL

publicado em 25/03/2011 às 18h12:
Vanessa Carvalho/Free News/AE

Cameron(à esq.) e Raoni criticaram construção de Belo Monte e falta de diálogo do governo com povos que serão atingidos

Aline Sordili, enviada do R7 a ManausTexto:

O Brasil e a sustentabilidade serão temas presentes no próximo filme do cineasta canadense James Cameron. Diretor de Avatar, Titanic e Exterminador do Futuro 1 e 2, Cameron garantiu ter contrato com a produtora 25th Century Fox para duas sequências de Avatar.

– O respeito à natureza e a sabedoria indígena continuarão na temática dos dois filmes.

Durante o 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus, Cameron prometeu um documentário sobre a energia do futuro e afirmou que manterá sua luta pela sustentabilidade atuando em três frentes.

– Primeiro, a ficção, com Avatar. Outra é a realidade, no documentário que abordará também o Brasil. E a terceira é a minha vocação. Meu destino está ligado ao Brasil. É um aprendizado para todos.

Cameron acrescentou que gostaria de ter conhecido os índios caiapó antes de fazer Avatar porque “teria feito um filme melhor”.

Nesta sexta-feira (25), Cameron convocou os jornalistas para debater a construção da usina de Belo Monte, na bacia do rio Xingu, no Pará. Cameron estava acompanhado do cacique kayapó Raoni Txucurramãe, da líder Sheyla Juruna, de Brent Millikan, da organização não governamental International Rivers, de Philip Fearnside, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), e de Francisco Hernandez, do IEE (Instituto de Eletrotécnica e Energia) da USP (Universidade de São Paulo). No ano passado, Cameron já havia criticado a construção da usina na primeira edição do Fórum Mundial de Sustentabilidade.

– Não é um projeto bem concebido e gera muitas mudanças na região. Não é transparente e não é inclusivo com relação à população diretamente afetada. A demanda de energia vai crescer no Brasil, e a hidrelétrica parece ser a resposta mais óbvia. Mas não é. Existem outras alternativas, como solar ou eólica. Sei que não é isso que o governo ouvir.

Raoni criticou falta de diálogo do governo com povos atingidos pela construção de hidrelétrica

O cineasta contou que, depois de sua participação em 2010, fez contato com líderes das comunidades da região e conheceu a área acompanhado de especialistas, que lhe explicaram os impactos que a hidrelétrica deve ter nas populações e no ambiente. “O que está sendo discutindo é uma crise humanitária que já tem repercussão internacional”, declarou Cameron, sobre as comunidades indígenas da Bacia do Xingu.

Um dos grandes amigos brasileiros de Cameron é o cacique kayapó Raoni Txucurramãe. Raoni deu ao cineasta o apelido de Kapremp-ti, que em kayapó é o nome para a entidade que defende o meio ambiente de qualquer agressor e dá o troco.

– É uma força mágica dos bichos, das árvores e das pedras que defende a natureza de qualquer predador que abusa da balança da natureza. James Cameron é a encarnação dessa força.

Durante a entrevista, Raoni reforçou a crítica à falta de diálogo do governo com os povos atingidos.

– Acima de todas as ameaças, as mentiras e a falta de transparência são o que mais nos amedrontam.

O cacique criticou também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, o político traiu o povo indígena por permitir o projeto de construção da usina de Belo Monte, na região de Volta Grande do Rio Xingu, no Pará. O projeto é um dos maiores empreendimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

– O governo brasileiro não quer nos ouvir. Só aqueles que ganharão dinheiro com o projeto parecem ter acesso ao ouvido do governo. Até o presidente Lula traiu o povo deste país. Por isso, estou cheio de raiva contra Lula e as lideranças que defendem esses projetos. Sentimos que os governos de Lula e também de Dilma têm uma grande falta de compaixão pelo povo. Não respeitam o sofrimento que eles sabem que vão causar.

Raoni diz que as represas planejadas no rio Xingu vão afetar o ciclo natural das águas, a reprodução dos peixes, e, consequentemente, toda a população que depende da natureza para viver na região.

– Nossos antepassados, os primeiros que chegaram na área do Xingu, logo descobriram esses ciclos e a importância deles. Tudo isso vai ser destruído por estes projetos. Nós informamos o governo dos efeitos disso.

A conversa entre Cameron e Raoni foi toda traduzida do caiapó para o inglês por um antropólogo americano que estuda a tribo há mais de quarenta anos.

Aline Sordili, gerente de projetos de conteúdo do R7.com, viajou a convite do Lide e da Seminars

Por que Lula é “o cara” e FHC é personagem da revista “Caras”

sábado, 19 de março de 2011

O Itamaraty convidou todos os ex-presidentes brasileiros para o almoço que será oferecido ao presidente dos EUA, Barack Obama, no sábado, em Brasília.

O presidente Lula, segundo sua assessoria, declinou do convite, entendendo que o encontro é mais apropriado aos chefes de Estado.

Lula é ciente da responsabilidade de seu papel e de sua dimensão política. Haveria um gesto carregado de simbolismo político se ele fizesse uma distinção especial ao presidente dos EUA e não fizesse o mesmo às dezenas de presidentes africanos, latino-americanos e asiáticos que visitam o Brasil.

É como aquela história que ele conta, quando estava na presidência e no primeiro encontro de presidentes, todos se levantaram da cadeira quando Bush chegou, e ele não, afinal ninguém havia se levantado quando ele (Lula) havia chegado, então por que fazer um distinção especial ao presidente dos EUA? E não houve nenhum atrito nas boas relações por isso.

Voltando ao almoço do Itamaraty, se Lula fosse, compareceria como líder político, e estaria ali prestigiando não a pessoa de Obama, com quem sempre se relacionou bem pessoalmente, e sim as políticas que Obama carrega na bagagem, onde há contenciosos bilaterais e multilaterais com o Brasil em disputa.

E que sentido político haveria num encontro destes? Falar o quê, se Dilma dirá tudo o que o Brasil e ele teriam a dizer?

Só faria sentido fazer tal distinção especial, se Obama viesse ao Brasil anunciar alguma mudança de posição no protecionismo comercial, na flexibilização da posição dos EUA na rodada de Doha ou na conferência do clima; enfim, algum acordo importante para o Brasil ou para os países mais pobres, negociado ao longo do governo Lula, que estivesse sendo destravado. Fora isso, estaria apenas prestigiando indiretamente e sem querer, as posições estadunidenses travadas nas mesas de negociação internacionais.

Já FHC fez a mala e desembarcou em Brasília ainda na sexta-feira, a tempo de ser o primeiro da fila na “boca livre”.

FHC não tem esse problema, porque ele também é ciente de sua dimensão política. No caso, da pouca dimensão que tem, pelo legado sofrível que deixou do seu governo e pelo próprio correr do tempo. FHC não vai prestigiar, vai atrás de prestígio para si. Com isso, animará metade da platéia de leitores demo-tucanos do PIG com suas fotos para revista “Caras”, e irritará a outra metade ao ir, mais uma vez, bajular a presidenta Dilma Rousseff.

Regina do PT se destaca em debate na Câmara nesta segunda-feira

Vereadora Regina

LEGISLATIVO

segunda-feira, 14 de março de 2011

A sessão plenária promovida na noite de hoje na Câmara Municipal teve como protagonista a vereadora Regina do PT. A parlamentar foi a que mais utilizou a tribuna para defender as suas proposituras e opinar nas demais. Em todos os temas, a vereadora fez questão de apresentar seu ponto de vista.
Com casa cheia, a parlamentar aproveitou para cobrar providências em vários setores, como Educação, Transportes e Urbanização.
Mas foi o debate com os vereadores da bancada governista que a vereadora do PT se destacou. Recebeu aplausos toda vez que se manifestou. O tema em questão era o questionamento ao repasse de R$ 600 mil que o Ministério da Integração Social prometeu para obras emergenciais contra alagamentos em áreas de risco. Como alguns vereadores governistas colocaram em dúvida se o repasse seria feito ou não, por causa do excesso de burocracia da esfera federal, a petista fez uso da palavra e elencou a participação dos Governos Lula e Dilma no Município desde 2002.
Bem documentada com números e estatísticas, Regina do PT procurou comprovar que o Governo Federal se faz presente em Itanhaém em vários programas e investimentos, como o Minha Casa Minha Vida e o SAMU.
De autoria da vereadora, foi entregue uma Moção de Aplausos aos membros do grupo jovem da Paróquia local.
A sessão teve ainda como destaque o debate dos parlamentares em cima da “lei das placas”. Os vereadores pediram fiscalização maior também “em cima das grandes imobiliárias”.

Altamiro Borges: Folha se curva para a visita de Obama

O editorial da Folha de hoje é mais uma prova cabal do “complexo de vira-lata” que impera na mídia brasileira. O jornal, que mais se parece uma sucursal rastaqüera do Departamento de Estado dos EUA, aproveita a visita de Barack Obama ao país para fustigar a política externa do governo Lula e para aconselhar Dilma Rousseff sobre a melhor forma de relacionamento com o império.

Por Altamiro Borges
“Depois do período de esfriamento nas relações entre Brasil e EUA, no segundo mandato de Lula, a visita de Barack Obama ao Brasil de Dilma Rousseff, sábado e domingo, oferece boa oportunidade para reconstituir uma agenda de cooperação bilateral. O aumento do intercâmbio comercial com os EUA deve ser uma prioridade brasileira”, recomenda o diário colonizado.

Servil diante do protecionismo ianque

Parece até que a pretensa retração no “intercâmbio comercial” é culpa do Brasil. O editorial não fala uma linha sobre a grave crise econômica que abala os EUA e que contaminou o restante da economia mundial. Também não critica a política protecionista dos EUA, onde vigora a tese do “façam o que eu falo, não façam o que eu faço”. Ele isenta o império e responsabiliza o Brasil.

A política externa altiva e ativa do governo Lula seria a vilã. “O país insiste há anos nos mesmos contenciosos – aço, carne, suco de laranja, álcool -, quando mais de 85% das importações dos EUA se encontram livres de restrições tarifárias e cotas”. Para o jornal, o Brasil até pode denunciar as barreiras à exportação do álcool brasileiro, “mas não deve fazer disso uma precondição”.

Defesa do “alinhamento automático”

Na prática, o jornal defende que o Brasil volte à política do “alinhamento automático” com os EUA, como era praticada por FHC. “Após o estranhamento dos últimos anos, em parte conseqüência de inclinações ideológicas da diplomacia brasileira, chegou a hora de encetar uma nova parceria estratégica. Será um bom teste para a noção de que Dilma Rousseff busca inflexão mais substancial na política externa”. Haja servilismo!

O editorial da Folha de hoje é mais uma prova cabal do “complexo de vira-lata” que impera na mídia brasileira. O jornal, que mais se parece uma sucursal rastaqüera do Departamento de Estado dos EUA, aproveita a visita de Barack Obama ao país para fustigar a política externa do governo Lula e para aconselhar Dilma Rousseff sobre a melhor forma de relacionamento com o império.

Por Altamiro Borges
“Depois do período de esfriamento nas relações entre Brasil e EUA, no segundo mandato de Lula, a visita de Barack Obama ao Brasil de Dilma Rousseff, sábado e domingo, oferece boa oportunidade para reconstituir uma agenda de cooperação bilateral. O aumento do intercâmbio comercial com os EUA deve ser uma prioridade brasileira”, recomenda o diário colonizado.

Servil diante do protecionismo ianque

Parece até que a pretensa retração no “intercâmbio comercial” é culpa do Brasil. O editorial não fala uma linha sobre a grave crise econômica que abala os EUA e que contaminou o restante da economia mundial. Também não critica a política protecionista dos EUA, onde vigora a tese do “façam o que eu falo, não façam o que eu faço”. Ele isenta o império e responsabiliza o Brasil.

A política externa altiva e ativa do governo Lula seria a vilã. “O país insiste há anos nos mesmos contenciosos – aço, carne, suco de laranja, álcool -, quando mais de 85% das importações dos EUA se encontram livres de restrições tarifárias e cotas”. Para o jornal, o Brasil até pode denunciar as barreiras à exportação do álcool brasileiro, “mas não deve fazer disso uma precondição”.

Defesa do “alinhamento automático”

Na prática, o jornal defende que o Brasil volte à política do “alinhamento automático” com os EUA, como era praticada por FHC. “Após o estranhamento dos últimos anos, em parte conseqüência de inclinações ideológicas da diplomacia brasileira, chegou a hora de encetar uma nova parceria estratégica. Será um bom teste para a noção de que Dilma Rousseff busca inflexão mais substancial na política externa”. Haja servilismo!

Dilma é uma das cem mulheres mais inspiradoras da lista do ‘The Guardian’

08/03 às 13h54 – Atualizada em 08/03 às 14h34

Jornal do Brasil

A presidente Dilma Rousseff entrou na lista das cem mulheres mais inspiradoras da atualidade, publicada no jornal britânico ‘The Guardian’, nesta terça-feira. Nela são listadas mulheres que representam modelos de comportamentos no mundo e que ajudaram outras ao longo da vida.

Feita em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a lista organiza as escolhidas em 10 categorias: Ativistas; Arte, cinema, música e moda; Negócios e sindicatos; Direito, Política; Ciência e medicina; Esportes e aventura; Tecnologia; Televisão; Escrita literária e academica. A presidente está na categoria ‘Política’, junto a Michelle Bachelet, Hillary Clinton, Margaret Thatcher, entre outras.

Abaixo do nome das mulheres da lista vem um pequeno resumo do cargo ou do que a pessoa representa e, clicando na foto, uma pequena matéria da carreira da pessoa. O jornal descreve Dilma como “Uma guerrilheira socialista adolescente que enfrentou prisão e tortura e que se tornou a primeira presidente mulher do Brasil”.

A Presidenta Dilma Rousseff

Dilma está na lista das cem mulheres mais inspiradorasO texto cita ainda a promessa de Dilma de melhorar as condições de vida das mulheres e de ter a mão feminina no comando de nove dos 37 Ministérios de seu governo, número recorde na história do país. Dilma também é criticada na publicação no que se refere à mudança de posição em relação ao aborto, depois da confusão com religiosos, e a realização de diversas cirurgias plásticas. O jornal também cita a situação atual do Brasil, chamando a atenção para os desafios que Dilma já enfrentou, como as recentes chuvas que assolaram o país.

Para escolher as cem melhores, mais de 3 mil sugestões de leitores foram consideradas por uma equipe de doze mulheres que incluía ativistas políticas, membros de organizações não-governamentais e jornalistas, que discutiram até chegar ao resultado final.

Alguns destaques das cem, além da presidente Dilma, são a ativista Nawal El Saadawi, a cantora Lady Gaga, a presidente do Yahoo Carol Bartz, a advogada Gareth Peirce, a democrata Aung San Suu Kyi, Jane Goodall, que apóia causas ambientais, a atleta Caster Semenya, a fundadora do site lastminute.com Martha Lane Fox, a apresentadora Oprah Winfrey e a ganhadora do Nobel Doris Lessing.

Fonte: ‘The Guardian’

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