Brasil preside diretoria do banco dos BRICS | Conversa Afiada

Brasil preside diretoria do banco dos BRICS | Conversa Afiada.

Anúncios

10 Anos de Governo do PT

Nova linha editorial do jornalismo Global

Boa noite . Começo esse artigo, questionando as normas e padrões éticos de conduta do pseudo-jornalismo das organizações globo. Dias atrás, eles mesmos mencionaram a isenção em suas falas, como um dos requisitos do dito bom jornalismo ético e responsável. Mas eles mesmos se contradizem. Agora à noite, eles no Jornal da Globo fizeram juízo de valor e colocaram como única verdade o motivo de ministros estarem demissionados. Explico: A linha editorial do Jornal já começa enfatizando, de forma veemente que o governo da presidenta Dilma Rousseff,  herdou do seu antecessor, uma praga instalada no governo federal, desqualificando mais uma vez o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Qualifica o governo como de troca de favores, que o antecessor trocou interesses eleitorais, pela troca de cargos entre políticos e setores diversos, quer sejam empreiteiras e empresas, como se isso fosse uma realidade apenas do governo antecessor da presidenta Dilma Rousseff. Esqueceram dos outros governos que passaram por Brasília, esqueceram dos piores momentos da política brasileira, em épocas de inflação e dificuldades econômico-sociais. Quer que acreditemos que os erros humanos, são culpabilidades exclusivas do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, forma usada em vários noticiosos da organização. Logo, após a fala do âncora do jornal, chegou a vez do Arnaldo Jabor continuar a mesma linha, será que eu já vi esse filme? O texto redondinho e combinado duma linha editorial que serve aos interesses de determinados grupos nesse país. Mas, ao mesmo tempo, seguem questionando o crescimento ecônomico, dessa vez no setor imobiliário, como se fosse “bolha especulativa”. Se esquecendo, dos grandes avanços conquistados na última década no país. Que jornalismo é esse? Cadê a responsabilidade e ética editorial? Profissionais de comunicação seguindo linha que alguém ou um deteminado grupo tem mais interesse que seja pautada. A população tem esse veículo como formador de que tipo de opinião?  Um passo para pouco a pouco, colocarem à população brasileira, como desqualificado o governo Lula, e já pensando num futuro próximo. Querendo passar uma idéia de que a presidenta Dilma Rousseff é vítima do seu antecessor, pois eles sabem da popularidade e da influência do Lula para as próximas eleições. Continuemos com todas as conquistas, e o governo da presidenta Dilma Rousseff não pode ser refém de políticos e nem de grupos de mídia que se consideram a única verdade.

Bem vindo ao futuro – World Communicate

Estamos em Pré-estréia da evolução em Tecnologia da Informação.

A World Communicate traz ao Brasil o que há de mais inovador na tecnologia de voz e dados, o custo-benefício é surpreendente e ainda os clientes podem ser parceiros do melhor negócio do mundo.

Em julho, em São Paulo,Capital, no WTC – World Trade Center – estaremos no Lançamento Mundial. Faça parte!

02-02-10_1329logo_vett

http://silvioevanni.worldcommunicate.com

Quase 90% dos jovens têm orgulho de ser brasileiros

publicado em 13/06/2011 às 14h59:
Quase 90% dos jovens têm orgulho de ser brasileiros, revela pesquisa
Geração “sonhadora” quer “oportunidade para todos” e menos consumismo

Marina Novaes, do R7Texto:
Luis Cleber/12.06.201/AE

Formação profissional está no topo das preocupações dos jovens de hoje; 90% quer uma carreira que ajude o Brasil

Um estudo inédito divulgado nesta segunda-feira (13) em São Paulo mostra que 9 em cada 10 jovens (89%), com idades entre 18 e 24 anos, têm orgulho em ser brasileiros. De acordo com o levantamento, que ouviu mais de 3.000 pessoas de 173 cidades do país, a geração atual é “sonhadora” – segundo avaliação de 34% dos entrevistados – e otimista em relação ao futuro do Brasil (75%).

A pesquisa Sonho Brasileiro, que levou mais de um ano para ser concluída, revela também que os jovens brasileiros querem transformar o mundo em um lugar melhor: 90% disseram querer exercer uma profissão que ajude a sociedade; 28% sonham com “oportunidades para todos”; 18% desejam menos violência; e 13% almejam o fim da corrupção.

Entretanto, diferentemente do que ocorria nos anos 1970 – quando o Brasil vivia a ditadura militar –, os jovens de hoje sabem que podem trabalhar por uma causa coletiva e buscar seus sonhos pessoais, como avalia Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824 (agência especializada em mapear tendências de comportamento), que realizou o estudo em parceria com o instituto Datafolha.

– Hoje, 50% dos jovens brasileiros se conectam mais com discursos coletivos que individualistas. […] Isso mostra que o jovem concorda que tem um papel de transformar a sociedade, ou seja, ele entende que o que é mais aceitável socialmente é ser mais ‘coletivo’.

Isso ajuda a entender porque apenas 5% dos jovens elegeram como prioridade “ficar rico”, e porque o sonho da casa própria está no topo da lista de somente 15%. Ao serem questionados sobre seus sonhos individuais, 55% dos entrevistados optaram pela educação e escolheram como prioridade “a formação profissional e emprego na área escolhida”.

Grana e carreira

O modo como os jovens encaram a carreira é um dos principais “pontos de conflito” em relação à geração dos pais deles, quando a estabilidade financeira estava no topo da lista de desejos. Isso não quer dizer, porém, que os brasileiros perderam o desejo de conquistar dinheiro, apenas mostra que coisas como “realização pessoal” e preocupação social ganharam maior importância, observa Milanez.

– Nós saímos de uma geração muito preocupada com sucesso, estabilidade, em ficar rico logo, etc. Mas, se for pensar no contexto do país, nós tínhamos uma instabilidade econômica muito forte, então havia a noção de que era necessário, antes de tudo, sobreviver. […] A partir do momento em que nós temos uma economia mais estável, é possível pensar em outros objetivos.

Enquanto 34 % dos jovens classificam a geração atual como “sonhadora”, outros 31% a definiram como “consumista”. Neste sentido, 91% disseram acreditar que as pessoas consomem mais do que precisam e 9% têm medo de ganhar muito dinheiro e ficar infelizes.

A percepção sobre o Brasil também mudou. Para a geração atual, o Brasil já não é mais o “país do futuro”, e sim o país “do presente”. Em cinco anos, porém, os brasileiros viverão no “país das realizações”, como apostam 46% dos entrevistados.

Visão de Futuro – Wor(l)d Communicate

Seja pioneiro neste mercado que se inicia, World Communicate, tecnologia híbrida entre Voip tradicional e Celular e Chip GSM sem roaming Mundial.
Adquira uma licença Master para revender esta tecnologia em sua cidade.
veja mais informações no http://silvioevanni.worldcommunicate.com
ou no fone (13) 9761-1732 begin_of_the_skype_highlighting              (13) 9761-1732      end_of_the_skype_highlighting c/Silvio Evanni

Franquia de “fast food” abre loja em Itanhaém

Bom dia a todos(as).
Hoje o Posto de atendimento ao trabalhador recebe até as 16 horas jovens que queiram fazer a pré-seleção para as (sic) 97 vagas à franquia da rede de “fast food”, é bom que se diga que não é exigida experiência anterior. Se o candidato não tiver cadastro no Programa Acessa São Paulo, farão o cadastro para as referidas vagas.
É importante termos vagas, mas hoje em dia, em cidades como muitas do interior, trabalhos como mercados e lojas de atendimentos são vistos como sub-empregos, uma vez que não são exigidas qualificações de mão-de-obra, apenas a procura por pessoas jovens, excluindo os experientes e ou de mais idades. Projetos voltados à qualificação de mão-de-obra são fundamentais para o desenvolvimento profissional de pessoas e também para o desenvolvimento da cidade, para que a mesma possa agregar valor na questão emprego e desenvolvimento. Não adianta termos vagas aos jovens e dias depois demiti-los e procurar novos jovens ao setor de serviços, como é o caso. O uso da mão-de-obra jovem, como ocorre na cidade, apenas para satisfazer interesses de comércio e consumo não ajuda em nada na qualificação.

Escrito por Silvio Evanni – Gestor de Recursos Humanos

Cobrança pela emissão de carnês e boletos poderá gerar multa de até R$ 6 milhões

Terça-feira, 31 de maio de 2011 – 20h46

Taxa abusiva

Cobrança pela emissão de carnês e boletos poderá gerar multa de até R$ 6 milhões

Da Redação
O consumidor gasta, em média, R$ 56,40 anualmente com tarifas de emissão de carnês e boletos bancários. A estimativa é do Procon. Mas o que muita gente não sabe é que a cobrança é ilegal no Estado de São Paulo. Uma lei sancionada no último dia 25 estabelece a proibição.

De acordo com a nova legislação – de autoria do deputado estadual José Bittencourt (PDT) –, instituições de ensino, imobiliárias, revendedoras de automóveis e concessionárias de luz, água e telefone, entre outros, ficam proibidos de inserir cobrança de emissão nos carnês ou boletos.

Normalmente, a tarifa varia entre R$ 1,00 e R$ 4,00. Pela estatística do Procon, o consumidor gasta aproximadamente R$ 4,70 por mês com essas taxas.

“A lei vem reforçar o que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) já prevê. A prática dessa cobrança é abusiva. É a própria empresa emissora que deve arcar com esse custo”, afirma a assistente de direção do Procon, Patricia Alvarez Dias.

Desde 2009 a cobrança já é proibida nos serviços bancários, por meio de uma resolução do Banco Central.

Patricia esclarece que o consumidor que verificar a cobrança indevida deve procurar a empresa emissora do carnê ou boleto e exigir a remoção da taxa. “Caso a operadora se recuse a excluir a cobrança, o reclamante pode procurar os órgãos de defesa do consumidor e registrar queixa”.

Em Santos, as reclamações devem ser feitas no Centro de Informação, Defesa e Orientação ao Consumidor (Cidoc), que funciona no Poupatempo (Rua João Pessoa, 246, Centro).

A nova lei prevê multas que variam entre R$405,00 e R$ 6.087.800,00, dependendo da reincidência, além de outras sanções, chegando até a interdição do estabelecimento.
Fonte: http://www.atribuna.com.br

Pesquisa do IPAT revela que os 10 km movimentaram R$ 1 milhão na economia

Sábado, 28 de maio de 2011 – 22h51

Turismo

Pesquisa do IPAT revela que os 10 km movimentaram R$ 1 milhão na economia

Da Redação

O dia 15 de maio foi milionário para Santos. Uma pesquisa encomendada pelo Santos e Região Convention & Visitors Bureau ao Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) revelou que os 10 KM Tribuna FM-Unilus, realizados naquela data, movimentaram cerca de R$ 1 milhão na economia local.

A pesquisa foi o pontapé inicial de outras, envolvendo os grandes eventos da Cidade e região. O objetivo é traçar o impacto econômico gerado por esses eventos. “Não basta dizer que o Turismo é importante. A economia turística tem de estar lastreada em números”, disse o presidente do Bureau, Luiz Dias Guimarães.

O público alvo da pesquisa foi o contingente dos 3.535 participantes da prova de fora da Baixada Santista. Desses, foram feitas 983 entrevistas, onde se perguntava, por exemplo, quantos dias o participante pretendia ficar em Santos, o local de hospedagem e estimativa de gastos em alimentação e no comércio em geral.

“As entrevistas foram realizadas em Santos e em São Paulo, durante a distribuição dos kits da prova, poucos dias antes. Assim, as pessoas já teriam certeza de onde iriam ficar e uma estimativa de gastos”, explicou o coordenador do Ipat, Alcindo Gonçalves.

A partir das entrevistas, os dados foram tabulados por projeção.

Leia a matéria completa na edição deste domingo, em A Tribuna.

http://www.atdigital.com.br

Em Julho, lançamento nacional (Brasil)

http://woridoivlis.worldcommunicate.com/reworlder.php

Vereadora Professora Regina avalia positivamente a 14ª Marcha a Brasília

Sábado , 14 de Maio de 2011
Reproduzo do Blog da Vereadora Regina/PT – Itanhaém-SP

De volta a Itanhaém, a vereadora Regina Célia de Oliveira (PT), de Itanhaém, avaliou positivamente a 14ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, encontro que reuniu quatro mil prefeitos, de 10 a 12 de maio. “A mobilização dos prefeitos aumenta ano a ano. Isto é importante para fortalecer as reivindicações ao governo federal para equacionar problemas comuns enfrentados pela maioria das cidades. Além disso, o evento possibilita o intercâmbio de informações e o contato com diversos órgãos federais. Há uma série de programas e ações que podem ser bem aproveitados pelas prefeituras”.

A vereadora Regina considera que houve avanço em relação aos principais itens da pauta. A presidente Dilma Rousseff garantiu a liberação de Restos a Pagar, sendo que a primeira parcela de R$ 520 milhões será paga de imediato às prefeituras e o restante – R$ 230 milhões – será depositado até o dia 6 de junho. A presidente Dilma também garantiu que será considerada a participação dos municípios na elaboração de proposta para aprimorar a distribuição de royalties do pré-sal. O governo federal deve apoiar a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que propõe critérios para a distribuição de recursos para a Saúde. Outro ponto positivo é a discussão de medidas para desburocratizar a tramitação de projetos junto à Caixa Econômica Federal, tornando, mais ágil, a liberação de recursos aos municípios. O volume de recursos do PAC 2 deverá aumentar para R$ 121 bilhões ( o valor global do primeiro PAC foi de R$ 59 bilhões).

Ao pontuar os compromissos assumidos pelo governo federal na área social, Regina destaca a garantia de recursos não apenas para a construção, mas também o custeio de novas creches e escolas, até a liberação de recursos do FUNDEB às prefeituras; a reforma e ampliação de unidades de saúde, visto que a maioria está fora do padrão de qualidade da Agência Nacional de Saúde (ANVISA); aumento de repasses para o programa Estratégia da Família; instalação de “academias de saúde”, objetivando combater a obesidade, através da prática de atividades físicas; melhoria da assistência às gestantes, através do programa Rede Cegonha; e combate ao crack.

”Hoje, o Brasil é mais seguro do que os países ricos”

Por Fernando Scheller, estadao.com.br, Atualizado: 7/5/2011 0:16


Filipe Araujo/AE

“Consumo. Para Fettig, da Whirpool, a classe C traz estabilidade para o crescimento do Brasil”
ENTREVISTA – Jeff Fettig, presidente mundial da Whirlpool

Segundo maior mercado mundial para a Whirlpool – fabricante de eletrodomésticos proprietária das marcas Brastemp e Cônsul -, o Brasil é visto pela empresa como um ‘porto seguro’ de crescimento. Segundo o presidente mundial da companhia, Jeff Fettig, a velocidade de crescimento da operação brasileira é três vezes maior do que a mundial – e o País divide com a Índia o posto de mercado mais aquecido no mundo.

Por isso, o ritmo de investimentos local seguirá forte: o valor aportado na operação brasileira, que ficou em US$ 180 milhões em 2010, deve crescer até 30% este ano. O número de produtos lançados dobrou de 100, em 2007, para 200, no ano passado. Tudo isso para atender à demanda da nova classe média. ‘O crescimento no Brasil é sustentável porque se baseia no surgimento de uma nova classe de consumidores’, diz o presidente da Whirlpool.

Fettig, que esteve no Brasil durante esta semana e falou com exclusividade ao Estado, afirma que, nos últimos anos, o Brasil protagonizou uma troca de papéis com outros mercados. Atualmente, diz, são países como Brasil e Índia que oferecem alguma previsibilidade aos resultados da companhia. ‘Hoje, o Brasil é mais seguro do que os países ricos. Ocorreu uma clara inversão de papéis.’

O Brasil ganhou importância relativa para a Whirlpool ao longo dos últimos cinco anos?

A mudança foi marcante. Estamos no Brasil há 60 anos. Houve sempre uma tendência de crescimento, mas também vivemos quebras nos ciclos econômicos. Olhando para trás, foi só em meados da última década, a partir de 2005, que o Brasil se tornou um mercado global. Para a Whirlpool, já é o segundo maior mercado individual do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O País representa 50% do resultado da América Latina, atualmente a segunda região mais importante para a empresa, atrás apenas da América do Norte. Hoje, ao lado da Índia, o Brasil é o país em que as nossas vendas crescem com mais rapidez.

Quais são as bases do crescimento da empresa no País?

Primeiro, estamos aqui há 60 anos, conhecemos a história. E, em segundo lugar, temos um ótimo time no Brasil. Em 2004, estávamos no fim de um período de crise, e fiz aqui uma reunião com a equipe. Todos deram ótimas ideias e estavam animados com os projetos. Na época, previ que o Brasil se solidificaria e poderia ser um mercado tão estável quanto o dos Estados Unidos. Mas eu estava errado. O Brasil costumava ser imprevisível, mas se solidificou como um porto seguro de expansão. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, houve uma reversão de papéis com os países desenvolvidos, à medida que os resultados em muitos mercados maduros ficaram menos confiáveis do que no passado.

O comportamento do Brasil no pós-crise ajudou a consolidar uma nova imagem sobre o País?

Sem dúvida. Nos anos 1970, 1980 e 1990, experimentamos rápidos períodos de expansão, entrecortados por declínios acentuados. O Brasil passou pelo teste da crise econômica de 2008 e rompeu esse padrão. Acho que a estabilidade política é clara, assim como os benefícios trazidos pelo uso dos recursos naturais. Mas o item mais importante é a emergência de uma nova classe de consumidores. Com uma população jovem e com renda disponível, o Brasil se tornou o perfeito mercado emergente. Com a inclusão do consumidor, a tendência se torna sustentável.

Os investimentos da Whirlpool no mercado brasileiro vão continuar a crescer?

O investimento voltado para a operação local no Brasil certamente será cada vez maior – e esse crescimento será determinado pelo ritmo de expansão do mercado. Ainda é difícil dizer o quanto os investimentos no Brasil com vistas à exportação vão se comportar. Isso depende de políticas não só do Brasil, mas também dos países vizinhos, como a Argentina.

À medida que o mercado cresce, o desenvolvimento de produtos se torna mais complexo?

Acredito que há várias tendências nesse sentido. O acesso a informações e tendências pela internet e pelas mídias sociais criou um consumidor mais exigente. Isso significa que eles podem diferenciar os produtos oferecidos no mercado. O desafio é atender a todos os tipos de público. Com o crescimento da classe média, temos de reduzir os preços da máquina de lavar automática para que as semiautomáticas sejam substituídas. A ideia é permitir o acesso de mais pessoas a determinados produtos, dando mais opções ao comprador. Por outro lado, em São Paulo há lojas refinadas de produtos para o lar que não devem nada às similares de Paris ou Nova York. Por isso, temos a marca Cônsul, que atende às massas, e também a Kitchen Aid, para o consumidor de alto luxo.

A qualidade dos produtos de entrada, os mais baratos, aumentou ao longo dos anos?

A pessoa que está comprando um produto pela primeira vez precisa ver um custo-benefício claro em sua escolha, que representa um alto investimento em comparação com sua renda. Para o mercado de reposição, a ideia é mostrar evolução. Como as pessoas ficam até sete anos com seus aparelhos, elas vão querer produtos radicalmente diferentes. Então, é a hora de preencher aspirações do consumidor. O segredo, em ambos os casos, é inovar nos produtos de mais valor agregado e trazer essas novidades aos poucos para a base da pirâmide. No nosso negócio, passamos 50% do tempo pensando em inovar.

Qual é a importância da inovação local?

A inovação é sempre global e local. As grandes tendências tecnológicas são definidas de forma global. Por isso, nossos centros de inovação, incluindo os brasileiros, são tanto globais quanto regionais. No âmbito local, a discussão é como trazer rapidamente as descobertas para o mercado, adaptando-as para o gosto de diferentes consumidores. Aí entram questões como design, clima das diferentes regiões e entendimento dos hábitos de alimentação.

A marca Brastemp teve recentemente uma exposição negativa com o protesto de um cliente no YouTube. Como a Whirlpool reage a esse tipo de crise?

Não há dúvida que o Facebook, o Twitter e o YouTube viraram ferramentas usadas pelos consumidores. Para nós, é importante seguir de perto o que é dito sobre nós nas mídias sociais. Esses sites podem ser usados como uma forma de alerta antecipado a problemas. Acompanhar os comentários já faz parte do dia a dia da companhia.

Pronunciamento da Presidente Dilma Rousseff – Dia do Trabalho

As conquistas e suas consolidações, a necessidade de mão de obra e suas qualificações, os investimentos atuais e futuros, o crescimento e amadurecimento das classes e os olhos do mundo voltados ao país são fatos e temáticas da fala da Presidente nesse 1o. de Maio de 2011.

palaciodoplanalto.org.br

Vida de um bilionário

Vida de um bilionário – Warren Buffet – por informeatual.co.cc

Houve uma entrevista de uma hora, na CNBC, com Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo, que recentemente fez uma doação de 31 bilhões de dólares para a caridade. A seguir, alguns aspectos interessantes de sua vida.

1. Comprou a sua primeira ação aos 11 anos, e hoje lamenta tê-lo feito tardiamente! As coisas eram baratas naquele tempo… Incentive seus filhos a investirem.

2. Comprou uma pequena fazenda aos 14 anos, com as economias oriundas da entrega de jornais. Pode-se comprar muitas coisas com pequenas economias. Incentive seus filhos a iniciarem algum tipo de negócio. (conheça um muito interessante informeatual.co.cc )

3. Ainda vive na mesma casa modesta, de 3 quartos , no distrito de Omaha, a qual comprou após se casar, 50 anos atrás. Diz ele que tem tudo o que precisa naquela casa. Sua casa não possui muros nem cercas. Não compre mais do que você ‘realmente precisa’, e incentive seus filhos a fazerem e pensarem o mesmo.

4. Dirige seu próprio carro para todo lugar, e não tem motorista particular, nem equipe de segurança à sua volta. Você é o que é…

5. Nunca viaja em jato particular, embora seja proprietário da maior companhia aérea privada do mundo. Pense sempre num jeito de realizar as coisas de maneira econômica.

6. Sua empresa, Berkshire Hathaway, possui 63 companhias. Escreve apenas uma carta anual aos principais executivos destas companhias, dando-lhe as metas para o ano. Nunca promove encontros nem os convoca habitualmente. Nomeie as pessoas certas para as missões certas.

7. Transmitiu aos seus executivos somente duas regras:
Regra nº 1: não perca nenhum centavo do dinheiro de seu acionista.
Regra nº 2: não se esqueça da regra nº 1.
Estabeleça metas e certifique-se de que as pessoas nelas se concentrem. informeatual.co.cc

8. Não costuma freqüentar a alta-sociedade. Seu passatempo, após chegar em casa, é fazer ele mesmo um pouco de pipoca e assistir a televisão. Não tente se mostrar, simplesmente seja você mesmo e faça aquilo que gosta de fazer.

9. Warren Buffet não usa telefone celular, nem tem computador sobre sua mesa.

10. Bill Gates, o homem mais rico do mundo, encontrou-se com ele, da primeira vez, cinco anos atrás. Bill Gates achava que nada tinha em comum com Warren Buffet. Portanto, programara seu encontro apenas por meia hora. No entanto, quando Gates o encontrou, este encontro perdurou por dez horas, e hoje em dia, Bill Gates o considera o seu guru.

Seus conselhos aos jovens:

‘Fique longe de cartões de crédito e empréstimos bancários, invista o seu dinheiro em você mesmo, e lembre-se:

A. O dinheiro não cria o homem, mas foi o homem quem criou o dinheiro.

B. Viva a sua vida da maneira mais simples possível.

C. Não faça o que os outros dizem – ouça-os, mas faça aquilo que você se sente bem ao fazer.

D. Não se apegue às grifes famosas; use apenas aquelas coisas em que você se sinta confortável.

E. Não desperdice o seu dinheiro em coisas desnecessárias; ao invés disto, gaste nas coisas que realmente precisa.

F. Afinal de contas, a vida é sua ! Então, por que permitir que os outros estabeleçam leis em sua vida ?’

‘As pessoas MAIS FELIZES NÃO TÊM, necessariamente, as ‘MELHORES’ COISAS. Elas simplesmente APRECIAM aquilo que têm’.

Sábias palavras.

Quem pode fazer a diferença em nossas vidas somo nós mesmos, na hora certa no lugar certo fazendo a coisa certa….veja agora informeatual.co.cc

Atenciosamente

informeatual.co.cc

Gasto em viagens ao exterior cresce 38%

Por Fabio Graner e Adriana Fernandes, estadao.com.br, Atualizado: 26/3/2011 1:37

créditos

O gasto dos brasileiros com viagens ao exterior somou no primeiro bimestre o valor recorde de US$ 3,07 bilhões, volume 38,3% superior ao de igual período do ano passado. Já as receitas de estrangeiros que visitam o Brasil cresceram em ritmo mais lento no período (8,5%), o que fez o déficit na conta de viagens atingir o valor também recorde de US$ 1,91 bilhão no bimestre – alta de 66,7% sobre igual período do ano passado.

De olho nesses números, o governo resolveu aumentar a taxação sobre os cartões de crédito, que representam mais da metade dos gastos nessa conta.

Os crescentes rombos em viagens têm ajudado a impulsionar o déficit na conta de transações correntes do País – que registra as operações de comércio exterior e de serviços do Brasil com o exterior. Em fevereiro, a conta corrente apresentou saldo negativo recorde para o mês de US$ 3,39 bilhões. No bimestre, o déficit no principal indicador das contas externas brasileiras foi de US$ 8,8 bilhões, também recorde para o período.

Além do impacto negativo gerado pela conta de viagens, o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, avaliou que o resultado da conta corrente reflete de maneira mais geral os déficits na conta de serviços, que registra também gastos com transportes, aluguel de equipamentos, ambos recordes mensais, entre outros itens. Além disso, a conta de rendas, com as remessas de lucros e dividendos mais que dobrando no bimestre, também influenciou o saldo negativo da conta corrente.

Financiamento. Maciel avaliou que o crescimento da renda no Brasil, em ambiente de câmbio valorizado, favorece o aumento do déficit externo. Ele destacou, porém, que, apesar do resultado negativo da conta corrente, as condições de financiamento continuam muito favoráveis ao Brasil, já que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) têm sido suficientes para cobrir o déficit e ainda há ingressos significativos de recursos por outras contas, como empréstimos tomados por empresas e bancos.

Apesar dos déficits recordes em transações correntes, o BC reduziu sua previsão de saldo negativo para este ano de US$ 64 bilhões para US$ 60 bilhões. Isso ocorreu, segundo o BC, por causa da melhora na expectativa de superávit na balança comercial, que passou de US$ 11 bilhões para US$ 15 bilhões.

Para o diretor de pesquisa da associação Brain e professor da FIA/USP, André Sacconato, a expectativa de déficit externo do BC está mais realista. Para ele, o nível esperado é plenamente financiável e sustentável. Em relação ao desempenho deficitário cada vez maior da conta de viagens, Sacconato salientou que o movimento reflete o aumenta da renda e o real valorizado ante o dólar, além da recessão dos países desenvolvidos, que torna os preços externos mais baratos.

Diretor de Avatar diz que Brasil e índios estarão em seus próximos filmes

James Cameron não descarta temática indígena nas duas sequências de Avatar

raoni-cameron-TL

publicado em 25/03/2011 às 18h12:
Vanessa Carvalho/Free News/AE

Cameron(à esq.) e Raoni criticaram construção de Belo Monte e falta de diálogo do governo com povos que serão atingidos

Aline Sordili, enviada do R7 a ManausTexto:

O Brasil e a sustentabilidade serão temas presentes no próximo filme do cineasta canadense James Cameron. Diretor de Avatar, Titanic e Exterminador do Futuro 1 e 2, Cameron garantiu ter contrato com a produtora 25th Century Fox para duas sequências de Avatar.

– O respeito à natureza e a sabedoria indígena continuarão na temática dos dois filmes.

Durante o 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus, Cameron prometeu um documentário sobre a energia do futuro e afirmou que manterá sua luta pela sustentabilidade atuando em três frentes.

– Primeiro, a ficção, com Avatar. Outra é a realidade, no documentário que abordará também o Brasil. E a terceira é a minha vocação. Meu destino está ligado ao Brasil. É um aprendizado para todos.

Cameron acrescentou que gostaria de ter conhecido os índios caiapó antes de fazer Avatar porque “teria feito um filme melhor”.

Nesta sexta-feira (25), Cameron convocou os jornalistas para debater a construção da usina de Belo Monte, na bacia do rio Xingu, no Pará. Cameron estava acompanhado do cacique kayapó Raoni Txucurramãe, da líder Sheyla Juruna, de Brent Millikan, da organização não governamental International Rivers, de Philip Fearnside, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), e de Francisco Hernandez, do IEE (Instituto de Eletrotécnica e Energia) da USP (Universidade de São Paulo). No ano passado, Cameron já havia criticado a construção da usina na primeira edição do Fórum Mundial de Sustentabilidade.

– Não é um projeto bem concebido e gera muitas mudanças na região. Não é transparente e não é inclusivo com relação à população diretamente afetada. A demanda de energia vai crescer no Brasil, e a hidrelétrica parece ser a resposta mais óbvia. Mas não é. Existem outras alternativas, como solar ou eólica. Sei que não é isso que o governo ouvir.

Raoni criticou falta de diálogo do governo com povos atingidos pela construção de hidrelétrica

O cineasta contou que, depois de sua participação em 2010, fez contato com líderes das comunidades da região e conheceu a área acompanhado de especialistas, que lhe explicaram os impactos que a hidrelétrica deve ter nas populações e no ambiente. “O que está sendo discutindo é uma crise humanitária que já tem repercussão internacional”, declarou Cameron, sobre as comunidades indígenas da Bacia do Xingu.

Um dos grandes amigos brasileiros de Cameron é o cacique kayapó Raoni Txucurramãe. Raoni deu ao cineasta o apelido de Kapremp-ti, que em kayapó é o nome para a entidade que defende o meio ambiente de qualquer agressor e dá o troco.

– É uma força mágica dos bichos, das árvores e das pedras que defende a natureza de qualquer predador que abusa da balança da natureza. James Cameron é a encarnação dessa força.

Durante a entrevista, Raoni reforçou a crítica à falta de diálogo do governo com os povos atingidos.

– Acima de todas as ameaças, as mentiras e a falta de transparência são o que mais nos amedrontam.

O cacique criticou também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, o político traiu o povo indígena por permitir o projeto de construção da usina de Belo Monte, na região de Volta Grande do Rio Xingu, no Pará. O projeto é um dos maiores empreendimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

– O governo brasileiro não quer nos ouvir. Só aqueles que ganharão dinheiro com o projeto parecem ter acesso ao ouvido do governo. Até o presidente Lula traiu o povo deste país. Por isso, estou cheio de raiva contra Lula e as lideranças que defendem esses projetos. Sentimos que os governos de Lula e também de Dilma têm uma grande falta de compaixão pelo povo. Não respeitam o sofrimento que eles sabem que vão causar.

Raoni diz que as represas planejadas no rio Xingu vão afetar o ciclo natural das águas, a reprodução dos peixes, e, consequentemente, toda a população que depende da natureza para viver na região.

– Nossos antepassados, os primeiros que chegaram na área do Xingu, logo descobriram esses ciclos e a importância deles. Tudo isso vai ser destruído por estes projetos. Nós informamos o governo dos efeitos disso.

A conversa entre Cameron e Raoni foi toda traduzida do caiapó para o inglês por um antropólogo americano que estuda a tribo há mais de quarenta anos.

Aline Sordili, gerente de projetos de conteúdo do R7.com, viajou a convite do Lide e da Seminars

Por que Lula é “o cara” e FHC é personagem da revista “Caras”

sábado, 19 de março de 2011

O Itamaraty convidou todos os ex-presidentes brasileiros para o almoço que será oferecido ao presidente dos EUA, Barack Obama, no sábado, em Brasília.

O presidente Lula, segundo sua assessoria, declinou do convite, entendendo que o encontro é mais apropriado aos chefes de Estado.

Lula é ciente da responsabilidade de seu papel e de sua dimensão política. Haveria um gesto carregado de simbolismo político se ele fizesse uma distinção especial ao presidente dos EUA e não fizesse o mesmo às dezenas de presidentes africanos, latino-americanos e asiáticos que visitam o Brasil.

É como aquela história que ele conta, quando estava na presidência e no primeiro encontro de presidentes, todos se levantaram da cadeira quando Bush chegou, e ele não, afinal ninguém havia se levantado quando ele (Lula) havia chegado, então por que fazer um distinção especial ao presidente dos EUA? E não houve nenhum atrito nas boas relações por isso.

Voltando ao almoço do Itamaraty, se Lula fosse, compareceria como líder político, e estaria ali prestigiando não a pessoa de Obama, com quem sempre se relacionou bem pessoalmente, e sim as políticas que Obama carrega na bagagem, onde há contenciosos bilaterais e multilaterais com o Brasil em disputa.

E que sentido político haveria num encontro destes? Falar o quê, se Dilma dirá tudo o que o Brasil e ele teriam a dizer?

Só faria sentido fazer tal distinção especial, se Obama viesse ao Brasil anunciar alguma mudança de posição no protecionismo comercial, na flexibilização da posição dos EUA na rodada de Doha ou na conferência do clima; enfim, algum acordo importante para o Brasil ou para os países mais pobres, negociado ao longo do governo Lula, que estivesse sendo destravado. Fora isso, estaria apenas prestigiando indiretamente e sem querer, as posições estadunidenses travadas nas mesas de negociação internacionais.

Já FHC fez a mala e desembarcou em Brasília ainda na sexta-feira, a tempo de ser o primeiro da fila na “boca livre”.

FHC não tem esse problema, porque ele também é ciente de sua dimensão política. No caso, da pouca dimensão que tem, pelo legado sofrível que deixou do seu governo e pelo próprio correr do tempo. FHC não vai prestigiar, vai atrás de prestígio para si. Com isso, animará metade da platéia de leitores demo-tucanos do PIG com suas fotos para revista “Caras”, e irritará a outra metade ao ir, mais uma vez, bajular a presidenta Dilma Rousseff.

Secretária de Habitação confirma que meta de 2 milhões de casas está mantida

02/03/2011

A Secretária de Habitação do ministério das Cidades, Inês Magalhães, confirmou que os cortes determinados pelo governo não afetam a meta, do Programa Minha Casa Minha Vida, para a construção de 2 milhões de moradias até 2014. “A meta não mudou, a construção de 2 milhões de unidades habitacionais está mantida. O que houve foi um planejamento para que essa meta seja cumprida até 2014”, afirmou a Secretária.

Ministério das Cidades
Assessoria de Comunicação
(61) 2108-1602

Comer é verbo e não substantivo: mercado ou soberania alimentar?

Envolverde

4 de março de 2011 às 19:55h

Por Vicent Boix, do Belianís

Em meados de fevereiro, o Banco Mundial comunicou que devido ao incremento nos preços da comida, o número de famintos estava se aproximando do 1 bilhão, quando os últimos dados da FAO falavam em 925 milhões. Outras 44 milhões de pessoas estão atravessando a fronteira da extrema pobreza porque suas débeis economias familiares foram desestabilizadas pelos preços elevados da comida. A situação é gravíssima, mas os preços seguem aumentando e, em uma economia globalizada, fenômenos climáticos locais – tempestades na África, geadas no México, secas na China, etc. – se convertem em um quebra-cabeças mundial.

“Entre 2010 e 2011, os preços dos alimentos bateram recordes por sete meses consecutivos (…) Os aumentos nos preços dos produtos básicos se converteram em um fator desestabilizador da economia mundial, provocando tensões e distúrbios em vários países em desenvolvimento e, mais recentemente, na Argélia, Tunísia e Egito”. As afirmações são do Parlamento Europeu em uma resolução aprovada no dia 17 de fevereiro, que acrescentou: “…os altos preços dos alimentos lançam milhões de pessoas na insegurança alimentar e ameaçam a segurança alimentar mundial no longo prazo” (1).

Diante desta nova e trágica crise alimentar, repete-se uma e outra vez que a causa principal da alta dos preços é um desequilíbrio entre uma menor oferta e uma maior demanda em nível mundial, ou seja, cada vez se exigem mais cultivos e este ano os rendimentos foram piores. Mas, em um artigo anterior (2) indiquei que durante os anos 2003-2004 a situação em nível mundial quanto à quantidade de alimentos básicos como os cereais tinha sido pior que a de 2007 até agora. Contrariamente e tomando como referência o “Índice para os Preços dos Alimentos”, utilizado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), os preços em 2003-2004 foram cerca de 50% inferiores em comparação com os da crise de 2008 e 100% inferiores em relação a janeiro de 2011.

Portanto, algo está manipulando e alterando os mercados e esse algo é a especulação que, segundo o Parlamento Europeu, é a culpada por 50% dos aumentos recentes. A própria FAO reconhece que só 2% dos contratos de futuros termina com a entrega da mercadoria e a maioria é negociada novamente, por isso “…esse tipo de contratos atraem um número cada vez maior de especuladores financeiros e investidores, já que seus lucros podem ser mais atrativos em relação a como se comportam os de ações e bônus” (3).

O problema não é de escassez ou de uma menor oferta de alimentos, como se diz sem parar, mas sim de alguns preços inflados por especuladores como constata a Eurocâmara em uma resolução anterior: “…na atualidade, o fornecimento total mundial de alimentos não é insuficiente (…) é mais a inacessibilidade dos mesmos e seus elevados preços os fatores que privam muitas pessoas da segurança alimentar” (4).

No entanto, a especulação, causadora das altas de preços, não é propriamente a raiz do problema. Ela deveria ser freada, mas os preços dos alimentos seguiriam sujeitos aos movimentos da oferta e da demanda, em uma época na qual cresce o interesse por agrocombustíveis e as grandes transnacionais controlam os diferentes níveis da cadeia alimentar.

Ou seja, enquanto as nações marginalizarem sua autossuficiência e a panaceia for comprar alimentos básicos no grande supermercado global, ao mesmo tempo em que se exporta para esse mercado matérias primas e cultivos exóticos (soja para pastagem, algodão, plátanos, flores, pinus, café, milho para etanol, etc.), a alimentação seguirá sujeita à dinâmica de um mercado manejado por certos polvos que pouco entendem de fome.

Não se diz com isso que podemos prescindir do mercado internacional, mas é vital sus regularização e, sobretudo, que as nações priorizem sua soberania alimentar entendida como a faculdade dos povos e dos agricultores de decidir suas políticas agrárias para garantir a segurança alimentar. Nos tempos que correm talvez seja uma heresia, mas curiosamente, no mesmo comunicado de imprensa em que a FAO há pouco anunciava que os preços dos alimentos tinham alcançado um recorde histórico, um economista desta instituição indicava que “o único fator alentador até o momento provém de um certo número de países nos quais – devido a boas colheitas – os preços domésticos de alguns alimentos básicos permanecem baixos comparando-se com os preços mundiais (5).

Dito de outra maneira, estes países poderão abastecer-se de comida barata porque eles mesmos a cultivam e não tem que adquiri-la nos “reinos” das multinacionais e dos fundos de investimento. Mas apesar deste dado, a tendência é mais a contrária. A liberalização anima o investimento e o deslocamento da produção para os países do Sul, cujas terras deixam de produzir alimentos para transformarem-se em propriedades onde brotam os agrocombustíveis, as pastagens e as sobremesas das nações abastadas. Essas terras se concentram nas mãos de ricos latifundiários e de investidores enquanto o camponês é expulso do campo. O resto de níveis da cadeia alimentar (sementes, intermediação, manufatura, etc) concentra-se em poucas mãos que ditam as condições, monopolizam os mercados, encarecem os alimentos do consumidor e arrastam o agricultor para a falência. A agricultura e a alimentação como sustentos básicos desaparecem em favor da visão mercantilista: o fim último não é garantir comida nem trabalho, mas sim fazer um bom negócio, não importando quem sucumba por isso.

Esse modelo baseado na exportação ao mercado internacional onde tudo é suscetível de ser cotizado, comprado ou vendido, não só é incoerente porque cria dependência alimentar do mercado exterior e seus preços, mas porque, além disso, cria dependência do petróleo para o transporte e porque a agricultura industrial necessita de abundantes agrotóxicos. Com as revoltas atuais em países como Líbia, novamente o petróleo se encarece o que aprofundará a crise dos alimentos como em 2008. Se consideramos que “mudança climática” e o “zênite do petróleo” são questões da atualidade, resulta ainda mais surrealista encomendar nossas calorias ao ouro negro.

O analgésico milagroso

Em meados de fevereiro, o Banco Mundial comunicava que devido ao incremento nos preços da comida, o número de famintos estava se aproximando do 1 bilhão, quando os últimos dados da FAO falavam em 925 (milhões). Outras 44 milhões de pessoas estão atravessando a fronteira da extrema pobreza porque suas débeis economias familiares foram desestabilizadas pelos preços elevados da comida (6)

A situação é gravíssima, mas os preços seguem aumentando e, em uma economia globalizada, os últimos fenômenos climáticos locais – tempestades na África, geadas no México, secas na China, etc. – se convertem em um quebra-cabeças mundial. Mas atenção, não se trata de um problema de escassez e os rugidos de 1 bilhão de estômagos vazios não são suficientes para que se dê o soco na mesa definitivo que ponha em seu devido lugar o mercado e os especuladores. Foram disparados muitos fogos de artifícios a título de boas intenções. Na recente reunião do G-20, por exemplo, falava-se de uma maior transparência nos mercados, limitação da especulação, melhor informação sobre os cultivos…Em resumo, nada que não tenha se ouvido antes e nada que não tenha resultado em nada, apesar de, no dia 17 de fevereiro, o Parlamento Europeus ter pedido ao G-20 “que se combata em escala internacional os abusos e manipulações dos preços agrícolas, dado que representam um perigo potencial para a segurança alimentar mundial”, além de reclamar “…a adoção de medidas dirigidas a abordar a excessiva volatilidade de preços…” (7).

As propostas de curto prazo implementadas para conter essa situação estão sendo tão injustas como ineficazes, porque se pretende solucionar o erro jogando no campo do mercado e acatando as suas regras em lugar de enfrentá-lo e frear seus desvarios. Nesta direção, por exemplo, a FAO reconheceu que desde julho de 2010 seu objetivo tem sido “acalmar os mercados” (8). Para isso o analgésico empregado por este organismo consistiu em bajular certos países que tinham restringido suas exportações – de cereais, sobretudo – para que as retomassem rapidamente e assim recuperassem o fluxo da oferta que amansaria os preços no mercado internacional.

Cabe registrar que estes países exportadores fecharam suas fronteiras, supostamente para garantir comida a seus cidadãos, primeiro porque as colheitas não foram boas, segundo porque a melhor maneira de não cair na crise de preços internacionais é com produções nacionais. Pois bem, algo que é minimamente normal e mesmo legítimo, foi considerado por muitos como a principal causa da crise de preços dos alimentos, porque sob a lógica do livre mercado estava se manipulando a oferta mundial dessa mercadoria chamada comida.

Mas enquanto estas nações são pressionadas a retomar as exportações e a não armazenar comida para suas populações, ninguém se atreve a denunciar a barbaridade de milhões de toneladas de milho estadunidense destinados à produção de etanol (14% do milho mundial) (9). Isso é assim porque sob o intocável prisma neoliberal dominante, os alimentos não têm porque alimentar estômagos, mas sim são mercadorias que inexoravelmente devem ser cotizadas no mercado, onde terão os preços condicionados, pois o fim último é aumentar os lucros e se estes crescem com os automóveis, que sigam roncando os estômagos.

Pão para hoje e fome para amanhã

Desde julho vem se tentando “acalmar os mercados” e o fracasso tem sido estrondoso. A restauração das exportações de alimentos não apagou o fogo que seguiu expandindo-se diante das notícias de colheitas menores e de fenômenos meteorológicos que só aumentaram a preocupação. Pediram-se concessões aos países exportadores que não aplacaram a crise e, no dia 26 de janeiro, de um modo um tanto desesperado, a FAO lançava um informe (10) com recomendações para que se apertasse o cinto, neste caso das nações importadoras, entre as quais se encontram majoritariamente os pobres. O pacote de medidas se centrava fundamentalmente em um único ponto: que os estados apliquem medidas econômicas e comerciais para reduzir o preço dos alimentos, como, por exemplo, subsídios diretos, empréstimos para o financiamento das exportações, incentivos fiscais, redução de impostos, redução de barreiras alfandegárias e de impostos para importações de comida, insumos, máquinas agrícolas, etc. Algumas destas recomendações – mais próximas à filosofia do FMI e do Banco Mundial – foram adotadas durante a crise de 2008 e alguns países já estão aplicando-as. A Guatemala, por exemplo, no início de fevereiro, anunciou a importação de milho com tarifa alfandegária zero para fazer frente à alta de preços (11).

Logicamente estas medidas debilitarão os cofres das nações que deixarão de arrecadar impostos ou subsidiarão diretamente alimentos com fundos dos orçamentos públicos, o que afetará no médio e largo prazo o financiamento de outros programas e serviços públicos. Para as nações que podem ter problemas com os orçamentos e a balança de pagamentos, a FAO recomenda, leia bem, que recorram aos programas do Banco Mundial e do FMI, o que dá na mesma, que se endividem mais para garantir os lucros brutais que o mercado e seus especuladores estão acumulando com a alta de preços.

Como pode se observar, e como foi repetido à saciedade neste artigo, ninguém fala nada sobre o agente causador da distorção, situado justamente entre os países que produzem e compram comida, que recebem pedidos de sacrifício e de adaptação aos caprichos do mercado, comprometendo inclusive suas próprias contas. As classes políticas destes países, vendo as imagens do Egito ou da Líbia, não se arriscam a sofrer problemas de falta de alimentos e bailam conforme a música.

Enquanto se esperam novos dados sobre os preços da comida, a situação começa a ser sumamente asfixiante e pode derivar em uma crise pior que a de 2008. Por isso, a verborreia grandiloquente tornou-se dispensável e urgem soluções reais e efetivas, porque para a humanidade comer é um verbo e não um substantivo pomposo e demagógico.

*Vicent Boix é escritor, autor do livro “El parque de las hamacas”, e editor de Ecologia Social da revista Belianís (Espanha).

Envolverde
Envolverde é uma revista digital que aborda assuntos ligados ao Meio ambiente, Educação e Sustentabilidade. É vencedora do 6º. Prêmio Ethos de Jornalismo na Categoria Mídia Digital.
Sociedade

Feira da Agricultura Familiar será inaugurada dia 5

No sábado (5), a partir das 9h, no estacionamento da Prefeitura de Itanhaém, será inaugurada a Feira da Agricultura Familiar. O projeto é fruto de parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O governo federal investiu R$ 218.199,66. A contrapartida da Prefeitura foi de R$ 19,8 mil. A vice-presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Regina Célia de Oliveira, ressalta a importância de projetos relacionados à agricultura familiar. “O produtor agropecuário, especialmente, os pequenos, precisam receber o apoio técnico, capacitação em novas tecnologias, acesso a linhas de crédito e oportunidades para comercializar os produtos. O governo municipal deve buscar parcerias com o governo federal para fortalecer a agricultura f amiliar”.

O comércio funcionará aos sábados, com a venda de frutas, verduras e legumes, especialmente produtos orgânicos. Além disso, os consumidores poderão adquirir pescados, sucos, pães e bolos artesanais. O convênio garante aos produtores os equipamentos necessários para a montagem da feira como barracas, balanças, seladoras, caixas plásticas, calculadoras, lixeiras, bonés, toucas, luvas, botas e jalecos.

Retroescavadeira – Por solicitação da vereadora Professora Regina, o deputado federal Devanir Ribeiro(PT) conseguiu viabilizar, através de emenda parlamentar, a verba de R$ 200 mil utilizada na aquisição de uma retroescavadeira, entregue, no dia 18 de janeiro, à Associação dos Produtores Rurais de Itanhaém. Os recursos saíram do orçamento do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Escrito por Professora Regina às 20h34
prof.regina.blog.uol.com.br

%d blogueiros gostam disto: