Idealizador do SUS, médico Gilson Carvalho morre em São José

Pediatra morreu nesta quinta(3), aos 68 anos, de miocardiopatia hipertrófica.
Ele foi secretário da saúde em São José entre 88 e 92; cidade decretou luto.

Do G1 Vale do Paraíba e Região
Médico Gilson Carvalho foi secretário da Saúde em São José. (Foto: Divulgação/Cosems/SP)
Médico Gilson Carvalho foi secretário da Saúde em
São José. (Foto: Divulgação/Cosems/SP)

O médico pediatra Gilson de Cássia Marques de Carvalho, de 68 anos, conhecido nacionalmente como um dos idealizadores do Sistema Único de Saúde (SUS), morreu na manhã desta quinta-feira (3) em São José dos Campos (SP). Ele estava internado no Hospital Pio XII e morreu de miocardiopatia hipertrófica – doença que afeta o músculo do coração.

Especialista em saúde pública, Carvalho foi secretário municipal de saúde de São José entre 1988 e 1992  e secretário nacional de Assistência à Saúde no Ministério da Saúde, além de professor de medicina na Universidade de Taubaté (Unitau).

Ele estava internado no Hospital Pio XII desde 20 de junho, após ser transferido do Hospital de Barretos, onde passou por cirurgia. Ele fazia tratamento contra um câncer no rim.

Após a informação sobre a morte do médico, a Prefeitura de São José dos Campos decretou luto de três dias.

Velório
O velório será na Câmara de São José dos Campos a partir das 17h desta quinta, até 22h. Depois, o corpo será levado para Campanha (MG) para ser sepultado.

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Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema, diz ONU

Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema, diz ONU

O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, disse que o Brasil conseguirá cumprir uma das principais promessas da presidenta Dilma Rousseff e tirar toda a população da pobreza extrema. Ele falou depois de conhecer o estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado hoje (29) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Segundo ele, as políticas do governo brasileiro para a nova classe média influenciarão a Organização das Nações Unidas (ONU).

“Vemos que políticas públicas sociais e econômicas farão com que o Brasil atinja o resultado de 100% de redução da pobreza extrema. E a ONU tem um compromisso assumido de combate à pobreza. Pensamos muito nisso, mas [pensamos] pouco no ponto de chegada, que é a classe média. É muito útil o Brasil estar pensando neste ponto de chegada”, disse o representante do Pnud.

Ministro da SAE e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Neri disse que “o fim da miséria é apenas o começo”. Segundo ele, a desigualdade teve uma “queda espetacular”, após o índice de Gini ter caído de 0,64 para 0,54 nos últimos dez anos. Esse índice, pelo qual zero representa a igualdade total de renda, é um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países.

“Em 2012, mesmo com [baixo crescimento do PIB] o chamado Pibinho, 35% das pessoas subiram [de nível social], enquanto 14% caíram. Isso mostra que o país vive mais prosperidade e oportunidade, e menos desigualdade”, acrescentou o ministro Marcelo Neri, após apontar a Carteira de Trabalho como maior símbolo da classe média.

Para Jorge Chediek, os números apresentados pelo estudo “são impressionantes”. Ele avalia que a formalização do emprego foi fundamental para os bons resultados. “O que mais melhorou a situação do país foi a criação de empregos. [Também] por isso é muito importante conhecer a classe média”, acrescentou. “A presidenta Dilma Rousseff disse que quer fazer do Brasil um país de classe média. Queremos influenciar a política e ampliá-la para fazer, também do mundo, um mundo de classe média”

O estudo Vozes da Nova Classe Média mostra a contribuição do empreendedor para a expansão da nova classe média brasileira. Tem como um dos destaques o aumento na formalização dos empregos. Entre as conclusões que se pode tirar com base no estudo está a de que 40% dos postos de trabalho disponíveis foram gerados a partir de pequenos negócios.

Dos 15 milhões de novas vagas abertas entre 2001 e 2011, 6 milhões foram criadas pelos empreendimentos de pequeno porte. Além disso, 95% delas são empregos formais. Ainda de acordo com o estudo, 39% do total de remunerações do país estão relacionadas a pequenos empreendedores – volume que supera os R$ 500 bilhões por ano.

Bombeiros dizem que irão ficar na Alerj

Polícia Militar acompanha a manifestação

Tainá Lara, do R7.com | 06/06/2011 às 21h30

Bombeiros montam barracas em frente à Assembleia Legislativa

Os bombeiros manifestantes disseram na noite desta segunda-feira (6) que irão permanecer reunidos em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) até que os 439 militares presos no último sábado (4) sejam libertados. Ao contrário das outras manifestações, os bombeiros dizem que só aceitarão negociar com as autoridades estaduais, quando todos os militares forem soltos.

Com dezenas de faixas e cartazes, cerca de 1.200 manifestantes cantaram e reivindicaram a liberdade dos companheiros. Eles esperam uma resposta do governador do Estado, que disse nessa segunda-feira que os pronunciamentos serão feitos pelo novo comandante da corporação, o coronel Sérgio Simões.

A Polícia Militar acompanha a manifestação para que não ocorra paralisação no trânsito.

Entenda o caso

Por volta das 20h da última sexta-feira (3), cerca de 2.000 bombeiros – muitos acompanhados de mulheres e crianças – ocuparam o Quartel Central da corporação, no centro do Rio de Janeiro. O protesto, que havia começado no início da tarde em frente à Alerj (Assembleia Legislativa), durou toda a madrugada.

A principal reivindicação da categoria é aumento salarial de R$ 950 para R$ 2.000 e vale-transporte. A causa já motivou dezenas de paralisações e manifestações desde o início de abril. Seis líderes dos movimentos chegaram a ser presos administrativamente em maio, mas foram liberados.

Veja o momento que o Bope invade o quartel

Diante do clima de tensão no Quartel Central, repetidos apelos feitos pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, para que os manifestantes retornassem às suas casas foram ignorados e bombeiros chegaram a impedir que colegas trabalhassem diante dos chamados de emergência. A PM, então, com auxílio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), invadiu o complexo às 6h de sábado (4). Houve disparos de arma de fogo, acionamento de bombas de efeito moral e confrontos rapidamente controlados. Algumas mulheres e crianças ficaram levemente feridas e foram atendidas em postos no local.

Os bombeiros foram levados presos para o Batalhão de Choque, que fica nas proximidades. De lá, 439 foram transferidos de ônibus para a Corregedoria da PM, em São Gonçalo, região metropolitana do Estado, onde passaram a madrugada de domingo (5). Durante a manhã, eles foram novamente transferidos, só que para o quartel do bairro Charitas, em Niterói, também na região metropolitana.

Visivelmente irritado com o “total descontrole”, o governador Sérgio Cabral anunciou no sábado, após reunião de cerca de cinco horas com a cúpula do governo, a exoneração do então comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado. O cargo passou a ser ocupado pelo coronel Sérgio Simões, que era subsecretário de Defesa Civil da capital fluminense.

Cabral disse que não negocia com “vândalos” e “irresponsáveis”, alegou que os protestos têm motivação política e se defendeu dizendo que o governo tem planos de recuperação salarial para todos os militares desde 2007. Segundo ele, com todas as bonificações e reajustes previstos, até o fim do ano, os bombeiros terão um salário muito próximo ao que é reivindicado.

Os bombeiros presos serão autuados em quatro artigos do Código Penal Militar: motim, dano em viatura, dano às instalações e por impedir e dificultar a saída para socorro e salvamento. A pena para esses crimes varia de dois a dez anos de prisão. Inconformados, alguns iniciaram greve de fome como mais uma forma de protesto.

Apesar das baixas, o comando-geral do Corpo de Bombeiros informou que a rotina de atendimento à população está mantida e que os substitutos dos bombeiros presos assumiram seus postos.

Atendimento especializado a mulher vítima de violência

Reproduzo texto do blog da vereadora, professora Regina Célia

Na terça-feira (24), participei de reunião, realizada na Casa do Advogado, pela subseção da OAB/Itanhaém, com a finalidade de definir as ações para a implantação do atendimento especializado à mulher, nas dependências do 3º Distrito Policial, localizado no bairro Suarão. O encontro reuniu o presidente da OAB/Itanhaém, Djalma Filoso, Dra. Rosimar Almeida de Souza Lopes, secretária geral da subseção, Ângelo Matias da Silva, delegado assistente de polícia da Seccional e Maria Aparecida, que representou a Secretaria Municipal de Saúde.
Como até hoje a Cidade não possui uma Delegacia de Defesa da Mulher estuda-se a implantação de atendimento especializado para oferecer melhores condições de acolhimento e atendimento às mulheres vítimas de violência, que hoje recorrem às delegacias comuns. Embora, a polícia civil local se esforce no sentido de prestar a melhor assistência possível às mulheres, um local específico, sem dúvida, facilita o atendimento.

Nesta reunião, ficou decidido que haverá uma visita à sede do 3º DP e, posteriormente, uma reunião com o prefeito João Carlos Forssell para tratar dos termos de cooperação. Ainda que a Municipalidade não disponha de servidores efetivos para auxiliar a Polícia Civil neste atendimento, colocando à disposição assistência social, psicológico e jurídica, por exemplo, pode-se buscar estagiários, estudantes universitários que estejam cursando o último ano, para prestar o serviços às mulheres. O que não podemos é deixar de estruturar medidas alternativas para garantir a assistência mínima a mulheres vítimas de violência.

Cabe destacar que, na segunda-feira (23), a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei 17/11, de minha autoria, que institui no calendário oficial a Semana do Basta, sendo a data principal o dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher.

Continuo com a minha luta para viabilizar a Delegacia de Defesa da Mulher e a nomeação dos integrantes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, criado por lei municipal, mas que até hoje não foi composto, uma vez que o governo municipal ainda não nomeou os integrantes.

Escrito por Professora Regina às 00h33

Mídia e grupos de políticos preocupados com a família brasileira.

A família brasileira está sendo a preocupação de órgãos de imprensa e grupo de políticos, aqueles ligados às entidades religiosas e o tema de toda a discussão é o material que tenta de alguma forma, desrotular e diminuir o preconceito que existe no país, em relação aos grupos homossexuais. Existem, outros tipos de preconceitos, mas como todos que existem, se apresentam na maioria dos casos de forma velada, afinal, o Brasil é o país DEMocrático, espero que essa democracia seja real e não a DEMocracia que serve a grupos. A Mídia gosta de “mostrar” trechos de falas que tem maior repercussão. As pessoas não podem brincar de forma alguma, afinal o assunto é sério e pode “prejudicar” a família brasileira. Mas pergunto: E toda a influência que o PIG faz nas mentes dos que não podem ter senso crítico, porque não abriram os horizontes e esses estão fadados a viver no mundo de faz de conta. Respeito a todos é fundamental, mas quanta hipocrisia e até parece que estamos nas terras do Tio Sam. Espero que essas mesmas pessoas, se preocupem com as covardes violências que ocorrem todos os dias, em várias famílias, exemplo, estamos assistindo um pai sem limites que tortura, bate…causando males irreversíveis aos seus filhos e esses filhos que deviam ter atenção dos seus pais e como não tem que pelo menos as autoridades tomem providências em relação aos covardes abusos domésticos. Leis arcaicas precisam de revisão, penas brandas que só beneficiam os infratores e criminosos. Vamos pensar na família como um todo e não pra aparecer num determinado grupo. Meu Deus! E Salve a Família Brasileira!!

Um estudante, sonhos e a insegurança…

Por Vitor Hugo Brandalise e Felipe Frazão, estadao.com.br, Atualizado: 20/5/2011 0:35
Estudante passou de estagiário a sócio de empresa

O estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, trabalhava até 12 horas por dia em uma consultoria financeira na Avenida Brigadeiro Faria Lima. À noite, estudava na USP. Na casa da família em Pirituba, na zona norte, praticamente só dormia: saía às 8 horas, voltava perto da meia-noite. Não poupava nem feriado: no último Dia das Mães, enquanto a família toda – pai Ocimar, mãe Zélia, irmã caçula Amanda e oito tios e tias – preparava um churrasco em casa, Felipe havia saído. Era domingo, fazia sol, mas ele precisava adiantar o serviço.

Trabalhar, nos últimos dois anos, era o ‘grande prazer’ do estudante do 4.º e último ano de Ciências Atuariais na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. Começara como estagiário no início de 2010 e, um ano depois, já se tornara sócio da empresa, a consultoria Capitânia. Tinha 0,1% do capital, algo que ‘não é muito, mas um começo’ – segundo ele próprio descreveu em uma troca de e-mails com amigos a que o Estado teve acesso.

As dez mensagens, trocadas entre maio de 2010 e fevereiro de 2011, demonstram o quanto o serviço era importante na atual fase de sua vida. ‘Agora nas férias até que estou trabalhando pouco, só umas 60 horas por semana’, escreveu Felipe, às 16h35 de 16 de fevereiro, após um dia de trabalho no recesso da faculdade. ‘Teve um dia em que eu saí do escritório e ainda estava claro! Até me senti mal com isso.’

O esforço era parte do plano que criara, confidenciado apenas a poucos amigos. Ele queria ser piloto, tirar brevê, comprar um hidroavião. A uma amiga, mandou cotação para a compra de um antigo modelo de aeronave, que custava R$ 50 mil. Segundo descreveu, em cinco anos ele conseguiria tirar brevê.

Felipe Ramos de Paiva – sem apelido na faculdade, tido como ‘o mais reservado’ da turma – tinha o espírito livre, pretendia viajar. ‘Executivo larga mercado financeiro para dar volta ao mundo de barco’ era o título de outro de seus emails, enviado em 9 de novembro, às 14h41. Na mensagem, ele fazia referência à viagem do vice-presidente de um banco australiano que largou tudo para virar velejador. ‘Não estou sugerindo nada?’, brincou. Há cinco dias, ele tirou passaporte. Queria conhecer a Europa, viajar para França e Espanha.

Nos planos do rapaz, que estudou nos Colégios Santa Teresa e Módulo, também estava cursar universidade pública. Investiu um ano em curso pré-vestibular, até conseguir entrar para a FEA. Foi a deixa para o pai Ocimar, que trabalhara a vida toda como projetista de redes elétricas apenas com o segundo grau, também entrar para a faculdade. Aos 53 anos, Ocimar está no 4.º ano de Engenharia Elétrica na Uniban. Em dezembro, ele planejava festejar sua formatura com a do filho.

Caseiro. Felipe nasceu em uma família de classe média baixa em Pirituba, onde vivem os familiares desde a década de 1960. É descrito como uma pessoa ‘tranquila’, ‘caseira’, ‘comprometida’. Acordava às 7 horas, fazia exercícios com aparelhos de academia e logo depois pegava o Passat azul blindado – a justificativa da família é que ele foi assaltado duas vezes, queria se proteger -, que comprou com dinheiro próprio em janeiro. Seguia até Pinheiros, na zona oeste, onde fica a Capitânia.

O rapaz gostava de ler e, meses atrás, comprara um livro de massagens orientais. ‘Era para fazer massagem na mãe, que ele dizia merecer, porque ficava muito tensa, preocupada com o futuro dos filhos’, disse o tio, Flávio. Desde 2007, namorava Maiara, de 24 anos, formada em Rádio e TV na USP. Planejavam morar juntos e casar, mas somente depois de terminada a faculdade.

Dedicação. Sentado sozinho em uma cadeira estofada no velório do filho, o pai disse não conseguir tirar da cabeça um conselho que deu a Felipe, sobre sequestros relâmpagos na FEA. Como resposta, ouviu: ‘Calma, pai, meu carro é blindado’. ”Mas você não é’, eu respondi’, contou o pai. ‘Ele era uma pessoa inocente, já tinha sido assaltado duas vezes, não tinha malícia. O que vai ficar para mim é a sua dedicação. Estudava muito, era dedicado. Mas trabalhava demais, demais.’

Em abril, enquanto estudava para prova com a amiga Rebecca Nogueira, do 3.º ano do mesmo curso, ela perguntou se Felipe não achava que trabalhava demais. Em resposta, ele disse que era parte do plano. Mas fez uma ressalva: ‘Mas já pensou? Seria uma b… se eu morresse agora’.

REPERCUSSÃO

Roberta Gianneschi

@RoGianneschi

‘Foi preciso chegar a um nível absurdo (um aluno ser morto) para começarem a dar ouvidos às reclamações de falta de segurança na USP’

Amanda Gallo

@Mandika_

‘Ontem foi na FEA-USP. Quem garante que hoje não pode acontecer novamente em outro local? Até quando nós, estudantes, teremos de ter medo?’

Julio Barros

@jwaally

‘Há exatos seis anos, o abordado fui eu, na mesma hora e situação. Infelizmente, a sorte (do estudante) não foi a mesma. Paz para a família do aluno da FEA’

Kaonan Micadei

@kaosmicadei

‘A USP é um dos maiores patrimônios do Estado de São Paulo, pena que a população e o poder público não se importem com isso’

Câmara aprova cinco requerimentos apresentados pela vereadora Professora Regina

Blog Vereadora Professora Regina…‏

Quinta-feira , 19 de Maio de 2011
12:40

Vereadora Prof. Regina (Em Sessão na Câmara)

Cinco requerimentos apresentados pela vereadora Professora Regina Célia de Oliveira (PT) foram aprovados pela Câmara Municipal de Itanhaém na segunda-feira (16). Apenas o Projeto de Lei 21/11, incluído na pauta, em cima da hora, teve a votação adiada por duas sessões, a pedido da própria autora da proposta.

A vereadora Professora Regina solicita ao prefeito João Carlos Forssell e ao Hospital Regional de Itanhaém esclarecimentos sobre a morte do jovem Leandro dos Santos Pontes. O primeiro atendimento de Leandro, segundo relato de familiares, ocorreu no dia 17 de abril, no Pronto Socorro de Itanhaém. “Depois de idas e voltas, ele foi internado, sem que um diagnóstico preciso tivesse sido apresentado. Havia suspeita de dengue e hepatite. Ele chegou a ser amarrado na maca, quando sofreu convulsões. Apesar da gravidade da situaç ão, ele só foi transferido ao Hospital Regional de Itanhaém, uma hora antes de morrer. O atestado de óbito informa que a causa da morte foi insuficiência renal aguda, síndrome febril ictero-hemorrágica aguda. Indignada com o atendimento e com a falta de agilidade para se conseguir uma internação emergencial, a família pede que todos os procedimentos sejam investigados”, relata a vereadora Professora Regina.

Transporte universitário – Aprovado o Requerimento 253/11 que enfoca o transporte universitário. A vereadora disse que continua recebendo reclamações sobre o constrangimento imposto a estudantes que atrasam o pagamento da mensalidade. A Polícia Militar teria, inclusive, sido acionada para que os alunos fossem retirados dos ônibus. “Por isso, apresentei requerimento destinado ao prefeito João Carlos Forssell e à Litoral Sul, responsável pela prestação de serviços, pedindo esclarecimentos sobre os fatos e providências para sanar os problemas”. Cabe ressaltar que, em resposta ao Requerimento 82/11, a Litoral Sul afirmou que analisaria o pedido de alteração da data de vencimento da mensalidade do transporte universitário para o dia 10 de cada mês.

A vereadora Professora critica a morosidade na resolução deste problema. “Esta questão já deveria ter sido resolvida há muito tempo pelas partes interessadas – Prefeitura e Litoral Sul. O que não pode continuar acontecendo são ações truculentas e constrangedoras, com estudantes sendo humilhados e tratados como bandidos. Além disso, a função da Polícia Militar não é retirar alunos de ônibus escolares”.

Pavimentação – Através do Requerimento 250/11, a vereadora Professora Regina solicita ao prefeito João Carlos Forssell informações sobre as providências tomadas para resolver os problemas existentes na execução do Plano Comunitário de Melhoramentos (PCM-55), tais como a data do recebimento das obras, qual profissional realizou a vistoria de recebimento do serviço e se foram cobradas da empresa que executou o serviço, a correção de irregularidades.

“Faço tal requerimento, pois conforme constou no Ofício GP 387/2011, assinado pelo prefeito, em resposta ao Requerimento 62/2011, ele que a SABESP realizou obras na rede de esgoto, ocasionando as possíveis irregularidades. No entanto, o prefeito está equivocado, uma vez que a região atendida pelo PCM-55, do Jardim Suarão até o Balneário Marrocos, lado morro, ficou fora do Projeto Onda Limpa, portanto é impossível ser a SABESP, a responsável por tais irregularidades. Além disso, considero um desrespeito à Câmara M unicipal, o prefeito encaminhar uma resposta com conteúdo não verdadeiro. Em todo o PCM-55, há várias irregularidades constatadas a “olho nu”, porém, até a presente data não foi tomada nenhuma providência pela Administração Municipal para solucionar o problema”, explica.

Guarda Municipal – No Requerimento 254/11, a vereadora Professora Regina questiona a Prefeitura se há previsão para substituição do fardamento completo dos guardas municipais e dos agentes de trânsito, que estão desgastados pelo tempo de uso, aquisição de equipamentos de segurança para e aumento da frota da GM. A corporação realiza um valoroso trabalho na Cidade e, portanto, necessita de mais atenção e investimentos em remuneração, equipamentos, farda, v iatura e treinamento. Não faz segurança pública, se os recursos humanos não tem o aparato necessário para desempenhar as funções efetivamente. “Além disso, é uma vergonha para a Cidade, apresentar guardas municipais e agentes de trânsito com fardamento velho”.

Teatro ou auditório – A vereadora Professora Regina pede à Prefeitura informações sobre a construção de teatro municipal. “Esta obra vem sendo bastante alardeada pelo prefeito Forssell em vários eventos oficiais. Pedi informações sobre o valor do investimento e o prazo de execução. Minha dúvida é se o projeto é na verdade o auditório da Secretaria de Educação, objeto da concorrência pública 06/2010, e que está sendo citado como um teatro municipal. São dois tipos de obras bem diferentes”, explica.

http://prof.regina.blog.uol.com.br/

Falta de gestão na saúde municipal de Itanhaém

Estou acompanhando o andamento dos serviços prestados pela administração municipal de Itanhaém, principalmente em relação ao setor da saúde. Foi anteriormente anunciado pela administração, a transferência do Pronto Socorro, sendo que este estaria passando a atender aos munícipes e turistas da cidade na nova UPA, situada no bairro do Jardim Sabaúna, próximo ao trevo da Cesp (esta em construção), ressaltando ainda as informações do site da prefeitura, o atual Pronto Socorro daria lugar “a uma moderna instalação que atenderá a demanda de dermatologia e cardiologia…”, entendemos que a construção seria rápida para a transferência, mas, como tudo tem um “MAS”, as ampliações do Pronto Socorro, segundo a informação da própria prefeitura,começará na próxima segunda-feira. Pergunta: vamos trabalhar em meio a reformas? E a UPA pelo jeito vai demorar quanto tempo? (pelo andamento das obras, a coisa chegará em 2012). Pobres munícipes que necessitam agora de atendimento.

Supremo a um passo de reconhecer direitos iguais para casais gays

Têmis - Deusa-grega-justiça

O julgamento do Supremo Tribunal Federal de duas ações que pedem a igualdade de direitos jurídicos entre casais gays e heterossexuais não deverá ser concluído hoje. O presidente do Tribunal, Cezar Peluso, deverá suspender a sessão após a leitura do voto do relator, ministro Ayres Britto. O STF, no entando, tende a conceder os pedidos das ações – o que representará a maior conquista dos homossexuais até hoje, garantindo-lhes o direito à pensão, adoção e tratamento isonômico aos casais heterossexuais.

A expectativa é que o placar final da votação do Supremo fique em 8 a 3. Os dois mais importantes representantes do Estado, a Advocacia Geral da União e Procuradoria Geral da República, deram parecer favorável ao reconhecimento das ações. Para o ministro Luís Ignácio Adams, titular da AGU, “o Estado tem de ser o primeiro a rejeitar a discriminação”.

Outros sete advogados já falaram como “amici couri”, isto é, representantes de entidades da sociedade civil em defesa da causa. Todos pedem o respeito à igualdade, à liberdade de escolha e à dignidade humana – preceitos garantidos pela Constituição.

Estiveram presentes à sessão de julgamento até aqui a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Socorro, a senadora Marta Suplicy, o deputado Jean Willys, e presidentes de ONGs ligadas à defesa dos direitos dos homossexuais. Tony Reis, presidente da ABGLT, Associação de Gays, Lésbicas e Transsexuais, está confiante no resultado favorável do STF. “Nós só estamos pedindo o respeito às nossas famílias. Não queremos destruir a família de ninguém, apenas que as nossas sejam consideradas”, declara.

O STF está julgando uma Ação Direta de Constitucionalidade, a ADI 4277 e uma Arguição de Descumprimento de Preceito Constitucional, a ADPF 132.

Do Blog da Christina Lemos

A barbárie e a estupidez jornalística no caso da morte de Bin Laden

Publicado quarta-feira, 4 maio, 2011

Elaine Tavares*, do Correio do Brasil

Darth Vader perde

Imaginem vocês se um pequeno operativo do exército cubano entrasse em Miami e atacasse a casa onde vive Posada Carriles, o terrorista responsável pela explosão de várias bombas em hotéis cubanos e pela derrubada de um avião que matou 73 pessoas. Imagine que esse operativo assassinasse o tal terrorista em terras estadunidenses. Que lhes parece que aconteceria? O mundo inteiro se levantaria em uníssono condenando o ataque.

Haveria especialistas em direito internacional alegando que um país não pode adentrar com um grupo de militares em outro país livre, que isso se configura em quebra da soberania, ou ato de guerra. Possivelmente Cuba seria retaliada e, com certeza, invadida por tropas estadunidenses por ter cometido o crime de invasão. Seria um escândalo internacional e os jornalistas de todo mundo anunciariam a notícia como um crime bárbaro e sem justificativa.

Mas, como foi os Estados Unidos que entrou no Paquistão, isso parece coisa muito natural. Nenhuma palavra sobre quebra de soberania, sobre invasão ilegal, sobre o absurdo de um assassinato. Pelo que se sabe, até mesmo os mais sanguinários carrascos nazistas foram julgados. Osama não. Foi assassinato e o Prêmio Nobel da Paz inaugurou mais uma novidade: o crime de vingança agora é legal. Pressuposto perigoso demais nestes tempos em que os EUA são a polícia do mundo.

Agora imagine mais uma coisa insólita. O governo elege um inimigo número um, caça esse inimigo por uma década, faz dele a própria imagem do demônio, evitando dizer, é claro, que foi um demônio criado pelo próprio serviço secreto estadunidense. Aí, um belo dia, seus soldados aguerridos encontram esse homem, com toda a sede de vingança que lhes foi incutida. E esses soldados matam o “demônio”. Então, por respeito, eles realizam todos os preceitos da religião do “demônio”. Lavam o corpo, enrolam em um lençol branco e o jogam no mar. Ora, se era Osama o próprio mal encarnado, porque raios os soldados iriam respeitar sua religião? Que história mais sem pé e sem cabeça.

E, tendo encontrado o inimigo mais procurado, nenhuma foto do corpo? Nenhum vestígio? Ah, sim, um exame de DNA, feito pelos agentes da CIA. Bueno, acredite quem quiser.

O mais vexatório nisso tudo é ouvir os jornalistas de todo mundo repetindo a notícia sem que qualquer prova concreta seja apresentada. Acreditar na declaração de agentes da CIA é coisa muito pueril. Seria ingênuo se não se soubesse da profunda submissão e colonialismo do jornalismo mundial.

Olha, eu sei lá, mas o que vi na televisão chegou às raias do absurdo. Sendo verdade ou mentira o que aconteceu, ambas as coisas são absolutamente impensáveis num mundo em que imperam o tal do “estado de direito”. Não há mais limites para o império. Definitivamente são tempos sombrios. E pelo que se vê, voltamos ao tempo do farwest, só que agora, o céu é o limite. Pelo menos para o império.

Darth Vader é fichinha!

*Elaine Tavares é jornalista

Os “rapazes” já podem voltar para casa?

publicada terça-feira, 03/05/2011 às 15:24 e atualizada terça-feira, 03/05/2011 às 17:03

Tropas dos EUA, no momento em que defendiam os valores ocidentais

por Rodrigo Vianna

Uma das bandeiras de campanha de Obama foi dizer que a invasão do Iraque tinha sido um erro grosseiro da gestão Bush. Iraque não tinha nada que ver com Bin Laden e Al-Qaeda, afirmava o Obama candidato. E estava certo. Ele prometeu retirar as tropas do Iraque (até hoje não retirou, só reduziu o contingente) e concentrar a guerra no Afeganistão, onde estariam Bin Laden e seus apoiadores da Al-Qaeda.

Obama errou por algumas centenas de quilômetros. Bin Laden estava “escondido” numa cidade paquistanesa, num bairro próximo da Academia Militar do Exército daquele país, numa região onde vivem centenas de militares. Seria como se o inimigo público número um, no Brasil, vivesse em Deodoro – ali perto da Vila Militar no Rio.

Mas sejamos justos: Obama estava certo no diagnóstico. O correto, do ponto de vista dos EUA, era centrar esforços onde havia chance de Bin Laden estar. Só podia ser no Afeganistão (onde de fato o terrorista se escondia, antes de escapulir para o Paquistão). Ou no vizinho Paquistão.

A questão é: o que os Estados Unidos farão agora com suas tropas no Afeganistão e Iraque? Morto o inimigo número 1, os “rapazes” podem voltar à pátria depois de deixar pelo Oriente Médio um rastro de bombas, invasões de domicílios, prisões de Abu-Ghraib com torturas medievais, além de outros exemplos edificantes da defesa dos “valores ocidentais”?

Ou seria melhor deslocar parte dos “rapazes” para Líbia, Iêmen, Argélia – onde os “valores ocidentais” também precisam ser defendidos?

Onde houver petróleo, há valores ocidentais a defender. Por isso, a resposta parece evidente.

Tão evidente como o fato de Bin Laden ter sido eliminado (?!) quando já não estava no auge. Hoje, Bin Laden era apenas um “peão” nas disputas internas para decidir quem comandará o Islã. É o que você pode ler nessa análise publicada pelo Asia Times Online, com tradução do coletivo Vila Vudu.

Fonte: Do blog O escrevinhador

Quem tem medo da verdade?

Reproduzo aqui texto de CartaCapital

Por Cynara Menezes
11 de março de 2011 às 15:03h

Temos diante de nós uma oportunidade de ouro: a de colocar em pratos limpos quem é democrata de fato no País e quem usa a democracia como uma bandeira de conveniência. Durante oito anos, a grande imprensa brasileira cobrou do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva fictícios atentados contra a liberdade de expressão. Acusavam Lula de possuir “anseios autoritários”. Nunca antes na história viram-se jornais tão zelosos do sagrado direito do cidadão de se informar. Mas quem agora, dentre estes baluartes da democracia, será capaz de se posicionar ao lado da presidenta Dilma Rousseff em favor da instalação da Comissão da Verdade, que pretende apurar os crimes cometidos durante a ditadura? Ou isto não é direito à informação?

Dilma tem manifestado a auxiliares seu interesse em proporcionar uma satisfação oficial do Estado a familiares e vítimas da ditadura, como fizeram nossos vizinhos na Argentina, Chile e Uruguai. Faz parte da agenda da ex-guerrilheira, presa e torturada, destacar-se na defesa dos Direitos Humanos. A titular da pasta, ministra Maria do Rosário, declarou, de chegada, ser assunto prioritário do governo a instalação da comissão. Mas foi só a presidenta assumir que sumiram das páginas mais “liberais” de nossa imprensa os artigos dos colunistas fixos em defesa da comissão. Foram suplantados por textos em defesa da… Defesa, o poderoso ministério que abriga os militares das três Forças.

No final do governo Lula, um articulista da nobre página 2 da Folha de S.Paulo, por exemplo, chegou a publicar várias colunas cobrando do presidente mais vigor na investigação do período militar, que tirasse a Comissão da Verdade do papel. Depois que Dilma demonstrou estar decidida a encarar o desafio, nunca mais. O que se vê atualmente são matérias, à guisa de furos de reportagem, ecoando a opinião dos militares mais obtusos da ativa, se não simplesmente já em seus pijamas. Em editoriais, mesmo, nenhum dos nossos grandes e democráticos jornais foi capaz de defender a instalação da comissão.

O Globo, aliás, fez justamente o contrário: espinafrou qualquer possibilidade de se mexer num passado que não lhe foi, afinal, o que poderia se chamar de “período de vacas magras”. Em editoriais, o jornal dos Marinho, sempre tão vigilante na hora de apontar tendências antidemocráticas em Lula, chamou a comissão de “orwelliana” e “encharcada de revanchismo”. Uma verdadeira “CPI da Ditadura” – como se isso não fosse algo a celebrar. O diário carioca fez malabarismos ao aliar o suposto “autoritarismo” de Lula a uma comissão “ao gosto dos regimes stalinistas”. É certo que Stalin reescreveu a verdade a seu bel-prazer. O Globo, porém, parece preferir que ela não seja nem sequer contada.

No início deste ano, a Folha bem que tentou disfarçar sua real opinião sobre o período que alcunhou de “ditabranda”, intercalando artigos de convidados contra e a favor da instalação da comissão. E uma ou outra carta apareceu em seu painel do leitor francamente favorável à investigação do passado. Mas a posição oficial do jornal é de editorial publicado em 31 de dezembro de 2009. Os crimes da ditadura, assegurava a Folha, “foram cometidos pelos dois lados em conflito”. Revisar a Lei da Anistia, nem pensar, publicou no editorial: “Não há nenhuma vantagem para a democracia em atiçar ressentimentos”. Para concluir: “O passado não deve ser esquecido – mas que não seja entrave e fonte de perturbação para o presente”.

A mim parece no mínimo curioso que órgãos de imprensa tão ciosos da democracia acatem os argumentos dos generais que impingiram ao país – eles sim, não Lula – uma ditadura. O projeto da Comissão da Verdade inclusive contempla a caserna, ao propor também a investigação de possíveis abusos cometidos pelos que lutaram contra o regime militar. Exigência, como se vê, dos militares, aliados aos jornais, e levada a cabo pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que por fim conseguiu embuti-la no texto levado ao Congresso. Ainda assim, continuam as restrições à comissão, pelos soldados armados e os de papel.

Um observador atento diria que a atitude reticente dos jornais em relação à Comissão da Verdade deixa transparecer um certo temor das investigações. Mas por que a grande imprensa brasileira teria medo da verdade? Acaso seria uma verdade inconveniente? Tempos estranhos estes em que democratas preferem o obscurantismo à luz.

Uma nota: O Estado de S.Paulo fica de fora desta análise apenas porque não encontrei em seu arquivo online e na internet nenhuma opinião do jornal sobre a Comissão da Verdade. Teria optado pelo silêncio?

Cynara Menezes
Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto “Jornal da Bahia”, em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a “Folha de S. Paulo”, “Estadão”, “Veja” e para a revista “VIP”. Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital

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