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Em Portugal, Lula chora a perda do “irmão” José Alencar

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País29/03 às 19h43 – Atualizada em 29/03 às 19h44

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva estava em Portugal quando recebeu a notícia da morte de seu ex-vice José Alencar. Em um aparecimento conjunto com a presidente Dilma Rousseff, Lula chorou e disse que dedicará ao político o título honoris causa que receberá da Universidade de Coimbra.

Lula iniciou o pronunciamento dizendo que não tinha muito que falar e classificou o momento como de “muita dor e muito sofrimento”. O ex-presidente relembrou seu mandato junto a Alencar e Dilma e afirmou que a relação dos dois não era de vice e presidente e sim de “irmãos e companheiros”.

O ex-presidente, que estava visivelmente emocionado, precisou interromper seu discurso em várias ocasiões. Lula disse que falou com Alencar antes de embarcar para Portugal. “Ele disse que estava bem, que estava em casa e que ele sabia que, do ponto de vista clínico, ele não tinha mais muita expectativa, mas como era um homem de fé, ele tinha esperança que a fé em Deus iria ajudá-lo”, lembrou Lula.

“É muito fácil a gente falar das pessoas depois que morrem porque todo mundo fica bom depois que morre, mas o José Alencar era bom em vida”, disse Lula.

O ex-presidente ainda ressaltou a importância de Alencar em sua campanha. “Todo mundo sabe que eu perdi muitas eleições no Brasil, todo mundo sabe que eu tinha 30%, 34%, 32%, 33% e eu precisava encontrar restante, e o restante eu encontrei no José Alencar”.

Sobre o ex-vice-presidente, Lula disse que era “um homem de dimensão extraordinária” que tinha um otimismo que chegava a dar inveja. “Poucos seres humanos têm a alma de José Alencar”, afirmou.

Lula, que só chegaria a Coimbra amanhã, se deslocou para a cidade para fazer uma declaração sobre a morte do ex-vice. A presidente, que ficaria no país até o dia 31 de março, adiantou seu regresso ao Brasil para quarta-feira para estar presente no enterro. A petista afirmou ainda que o velório acontecerá no Palácio do Planalto, em Brasília.

Foi uma grande honra ter convivido com Zé Alencar, diz presidenta Dilma Rousseff

Na entrevista coletiva, concedida no hotel de Coimbra onde estão hospedados, a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula reverenciaram a contribuição humana e política do ex-presidente.

Por CF, com Blog do Planalto
Terça-feira, 29 de março de 2011

Ao receber a notícia da morte do ex-vice-presidente José Alencar, na tarde desta terça-feira (29), a presidenta Dilma Rousseff declarou ter sido uma grande honra o convício com ele.

Em Coimbra, ao lado do ex-presidente Lula, Dilma Rousseff disse que José Alencar é daquelas pessoas que vão deixar “indelével uma marca na vida de cada um de nós”.

“E, além disso, foi presidente da República, junto com o presidente Lula, por mais de oito meses. Por isso, nós oferecemos à família o Palácio do Planalto para ele ser velado, na condição de Chefe de Estado, que ele também foi, de Presidente inesquecível do nosso país. A gente, todos nós, estamos muito emocionados, e era isso que eu queria dizer para vocês.”

A presidenta Dilma e o ex-presidente Lula concederam uma entrevista coletiva no hotel de Coimbra onde estão hospedados. A presidenta informou que retorna na manhã desta quarta-feira (30/3) para Brasília, desembarcando no início da noite na capital federal.

Na entrevista, o ex-presidente Lula, transtornado com a morte do amigo e parceiro nos dois mandatos, contou um pouco sobre José Alencar: “Olhe, eu penso que nós não temos muito o que falar, porque o momento é de muita dor e muito sofrimento. Ou seja, vocês que acompanharam o mandato nosso, da Dilma como ministra, do Zé Alencar como vice, vocês sabem que a relação nossa era mais do que uma relação de um vice e um presidente, era uma relação de irmãos e companheiros.”

“Eu tenho falado com ele praticamente toda semana, tenho visitado ele, e o otimismo dele era uma coisa que causava na gente até uma inveja de ver a força que ele tinha. Eu, antes de vir para cá, liguei para ele do carro, eu e Marisa, e falei com ele; ele disse que estava bem, que estava em casa e que ele sabia que, do ponto de vista clínico, ele não tinha mais muita expectativa, mas como era um homem de fé, ele tinha esperança que a fé em Deus iria ajudá-lo”, disse Lula.

Desastre no Japão pode ser o mais caro da história

Japão Terremoto Ag. Reuters 14/04/2011 Bombeiro japonês caminha entre escombros da cidade de Otsuchi, devastada por terremoto e tsunami

O terremoto de 8,9 graus na escala Richter e os tsunamis que atingiram o Japão na última sexta-feira (11) podem ser responsáveis pelo desastre natural mais caro da história, estimou nesta segunda-feira (14) a consultoria internacional Eqecat, citada pela rede de TV americana CNN.

De acordo com a Eqecat, as perdas no país asiático podem chegar a R$ 166 bilhões (US$ 100 bilhões), incluindo R$ 33,2 bilhões (US$ 20 bilhões) em danos a residências e R$ 66,4 bilhões (US$ 40 bilhões) em danos à infraestrutura japonesa, como rodovias, ferrovias e portos. Apesar da magnitude do desastre, analistas dizem que essas estimativas ainda são “conservadoras e preliminares”.

A Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres do Japão informou que o número de prédios completa ou parcialmente destruídos chegou a 63.225 nesta segunda-feira.

Prevendo o temor dos investidores internacionais em um momento já delicado da economia local, severamente afetada pela crise econômica internacional, o Banco Central do Japão anunciou nesta segunda-feira planos de injetar o valor recorde de R$ 303 bilhões (US$ 183 bilhões) no mercado. Outros R$ 101 bilhões (US$ 61 bilhões) serão usados como garantia para fundos de risco.

Ainda assim, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 6,18% nesta segunda-feira, em seu primeiro pregão desde o terremoto seguido de tsunami que devastou o nordeste do país.

Os graves problemas nas centrais nucleares da região devastada alimentaram as preocupações sobre as consequências da catástrofe para o conjunto das empresas e da economia japonesa.

O governo japonês estima que a catástrofe tenha um impacto “considerável” na economia nacional e que serão necessários fundos colossais para financiar a reconstrução.

Para efeito de comparação, o terremoto e tsunami que devastaram partes do Chile em fevereiro de 2010 causaram prejuízos estimados em R$ 50 bilhões (US$ 30 bilhões).

Toyota paralisa produção até quarta

A Toyota, o maior fabricante mundial de automóveis, anunciou nesta segunda-feira que a produção de suas unidades no Japão vai continuar paralisada pelo menos até a próxima quarta-feira (16).

A paralisação afeta as 12 fábricas da Toyota no Japão e reduzirá em 40 mil unidades sua produção prevista para março. A Toyota produziu em janeiro passado 234.045 carros no país, onde fabrica 38% de seus veículos. As ações da empresa caíram 7,7% nas primeiras horas de cotação na Bolsa de Valores de Tóquio.

Nesta segunda-feira também não abriram suas portas as fábricas de Honda, Nissan, Mitsubishi e Suzuki, outros grandes grupos do setor industrial, essencial para a economia japonesa. Várias dessas empresas asseguraram que era muito difícil continuar operando sem receber as peças necessárias.

O governo japonês fez um apelo para que a população economize a energia e autorizou cortes de eletricidade em rodízio de três a seis horas a partir de hoje diante do temor de falta de energia elétrica.

Mortos podem passar de 5.000

Mapa Usina


O número de mortos no terremoto de 8,9 graus seguido de tsunami pode passar de 5.000. A contagem é da agência de notícias japonesa Kyodo. Nesta segunda-feira, autoridades da Província de Miyagi encontraram 2.000 corpos.

A agência destaca a falta de precisão no número de vítimas. A contagem oficial é de 1.627. Somados os 2.000 corpos encontrados pelas autoridades da Província de Miyagi e os cerca de 300 achados em Sendai, mais as vítimas de outras localidades, o número de mortos pode passar de 5.000, segundo a agência.

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Fonte: Agência Reuters/Notícias
www.r7.com

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