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Um terço dos atletas brasileiros que competirão no Rio é de militares

Presença remonta a primeiro ouro do país, em 1920, e é reforçada por apoio financeiro

por Antônio Werneck / Victor Costa
30/07/2016 5:17 / Atualizado 30/07/2016 11:43

João do Pulo, bronze no salto triplo em duas Olimpíadas, é um exemplo de atleta com formação militar – Sebastião Marinho / Agência O Globo

Nas ruas da cidade reforçando a segurança do Rio, os militares também estarão dentro das arenas disputando medalhas com um número recorde de competidores. Dos 465 atletas brasileiros classificados e que competirão em busca do ouro olímpico nos Jogos do Rio, cerca de um terço é de militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Serão 145 buscando o pódio. Um padrão que está bem próximo de países como França, Itália, Rússia e China, para citar apenas quatro das grandes potências esportivas com tradição de buscar talento nas Forças Armadas.
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O professor Lamartine da Costa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pesquisador do Comitê Olímpico Internacional (COI) não vê polêmica, pelo contrário:

— Tenho notado que o assunto tem despertado uma certa curiosidade das pessoas, um certo interesse na população. Não vejo polêmica, vejo com uma situação normal. Tem certas provas que os militares apresentam rendimentos melhores. Usá-los é prática comum de muitas potências esportivas — afirmou o professor.

Lamartine diz que há pesquisas recentes revelando que, em 1922 — dois anos depois de o país conquistar sua primeira medalha de ouro na história olímpica com Guilherme Paraense, na Olimpíada da Antuérpia — nos Jogos Olímpicos da América do Sul, disputados no Rio, quase toda a delegação brasileira era formada por atletas de formação militar.

— Pouca gente conhece essa história. Foi o primeiro megaevento do país. Tivemos cerca de 600 mil pessoas assistindo às provas. Foi um sucesso estrondoso de público. Pelos números que estão sendo divulgados nos Jogos do Rio, tinha mais gente do que teremos agora — lembrou Lamartine.

HISTÓRIAS DE TRISTEZA E SUCESSO

Outra história pouco conhecida é a do cadete carioca Oswaldo Ignácio Domingues, que competiu nos 100m do atletismo vencidos por Jesse Owens na Olimpíada de Berlim, em 1936. Depois de ter sua participação prejudicada pela divisão política entre o Comitê Olímpico Brasileiro e a Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF), que enviaram duas delegações aos Jogos promovidos por Adolf Hitler. Impedido de treinar em condições mínimas, Domingues parou na primeira eliminatória dos 100m e desistiu da carreira esportiva a fim de prosseguir na caserna. Reformou-se como general de Exército e morreu em 2009, aos 91 anos, no Rio.

‘Foi uma tradição no Brasil ter entre os atletas militares. Só depois de 1948 que mudou, com os civis passando a ter mais participação’
– Lamartine da Costa
Professor e pesquisador

Quarenta anos depois, uma história mais feliz: João Carlos de Oliveira, o João do Pulo ganhou medalhas de bronze nas olimpíadas de Montreal, 1976; e de Moscou, 1980. Tinha formação de cabo do Exército.

O expressivo número de atletas das Forças Armadas nos Jogos do Rio está ligado a um investimento dos militares brasileiros que começou em 2008 com o Programa de Alto Rendimento do Ministério da Defesa. As Forças Armadas miravam os Jogos Militares de 2011, disputado no Rio. A seleção para integrar o programa é feita mediante edital público, nas modalidades esportivas de interesse do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A seleção é feita por prova de títulos, que envolvem currículo esportivo, resultados e ranking nacional.

Os atletas selecionados, inicialmente, frequentam um estágio básico por 45 dias. Em paralelo, podem continuar treinando e competindo por seus clubes e são chamados, periodicamente, a critério de cada Força, para uma reciclagem de instrução militar.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, lembrou que nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, o Brasil teve representação de destaque, com uma delegação de 259 membros, entre comissão técnica e atletas, dos quais 51 eram atletas do programa.
Yane Marques, do pentatlo, exibe o bronze que ganhou nos Jogos de Londres, em 2012: atleta militar no pódio da Olimpíada – David Goldman / AP

— O país voltou para casa com 17 medalhas, cinco delas de atletas militares, sendo quatro no judô (1 de ouro e 3 de bronze) e uma de bronze no pentatlo moderno. Atualmente, 670 militares fazem parte do Programa Atletas de Alto Rendimento, sendo que 76 são militares de carreira e outros 594 temporários — afirmou Jungmann.

— Foi uma tradição no Brasil ter entre os atletas militares. Só depois de 1948 que mudou, com os civis passando a ter mais participação — afirmou o professor Lamartine da Costa.

O Programa de Alto Rendimento inclui 27 modalidades olímpicas, além de modalidades não olímpicas e tipicamente militares, como cross country, lifesaving, futebol de areia e orientação, paraquedismo, pentatlo aeronáutico, pentatlo militar e pentatlo naval — o total é de 35 modalidades.

— Agora o objetivo principal é defender a bandeira do país nos Jogos Olímpicos Rio 2016. A ação é alinhada ao trabalho estratégico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), de confederações e clubes, com o objetivo de fortalecer o esporte brasileiro — disse o ministro da Defesa.

DIREITOS SALARIAIS IGUAIS

Nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, o Brasil teve representação de destaque, com uma delegação de 259 membros, entre comissão técnica e atletas, dos quais 51 eram atletas do Programa. O país voltou para casa com 17 medalhas, cinco delas de atletas militares, sendo quatro no judô (1 de ouro e 3 de bronze) e uma de bronze no pentatlo moderno.

Por meio do Programa, os atletas são incorporados a diversas patentes de Marinha, Exército ou Aeronáutica, mas em sua maioria são incorporados como terceiro sargento. Os direitos salariais e todos os outros são os mesmos que os demais militares de graduação em serviço ativo têm. Por exemplo, a remuneração líquida do terceiro sargento temporário é de aproximadamente R$ 3,2 mil mensais.

fonte:http://oglobo.globo.com/esportes

Um governo refém do medo

política

15/08/2016 – 03h00

Medo (Foto: Arquivo Google)

Ricardo Noblat

Quem tem medo de Eduardo Cunha, a ser cassado em breve por falta de decoro? O governo de Michel Temer tem. E da Justiça Eleitoral? Também. E da Lava-Jato? Ele, mas não só.

E medo de que o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff acabe derrotado no Senado? O governo tem um pouco, afinal nunca se sabe o que poderá acontecer até lá. Definitivamente, este não é um governo para cardíacos.

Por medo de que Cunha diga o que não deve caso se julgue abandonado, o governo acionou sua base de apoio na Câmara dos Deputados e o julgamento dele ficou para meados de setembro próximo, depois do julgamento de Dilma pelo Senado.

Se é que Cunha será mesmo julgado em setembro. Pois de repente, adia-se o julgamento a qualquer pretexto ou a nenhum. Quem sabe não é transferido para início de 2017?

Cunha acumula segredos que poderão pôr o governo a pique, além de provocar um terremoto na Câmara. Ali, mais de uma centena de deputados deve favores milionários a ele. Alguns devem a própria eleição.

Temer conhece parte desses segredos. E, por isso, receia os estragos que sua revelação causaria. Dificilmente cairá se Cunha abrir o bico. Mas em torno dele, muitos cairão ao primeiro sopro. O desgaste será grande.

O pior de tudo é que a manobra para salvar Cunha da cassação não garante seu silêncio. Mesmo os que advogam a causa do ex-presidente da Câmara, o maior algoz de Dilma, admitem que ele não escapará do vendaval da Lava-Jato.

Há farto material recolhido capaz de condená-lo a muitos anos de cadeia. E há muita disposição da Justiça em Curitiba e em Brasília para punir Cunha exemplarmente.

O que lhe restaria? Uma saída de cena à moda de Getúlio Vargas, mas ele não tem o perfil para tal. Ou a delação, como tantos fizeram até aqui.

Ao se dispor a contar o que sabe, ou parte do que sabe sobre a corrupção na política, Cunha poderá negociar uma pena mais branda. E talvez uma prisão no conforto do seu apartamento no Rio. De resto, livraria a mulher e a filha de serem condenadas. Ele está pensando a respeito.

Por medo da Justiça Eleitoral, o governo pensa no que fazer para evitar que ela julgue tão cedo as ações que pedem a cassação da chapa Dilma/Temer, acusada de um monte de irregularidades – entre eles, o uso de dinheiro de caixa dois.

De Lula ao mais desconhecido dos vereadores, os políticos tentam vender a ideia de que caixa dois é uma infração corriqueira e insignificante, sequer deve ser tratada como crime.

Corriqueira, é sim. Mas também é crime. E não é insignificante. Caixa dois é dinheiro tirado da contabilidade paralela de empresas para financiar campanhas. Sua origem é ilegal, portanto.

É dinheiro que políticos recebem clandestinamente e não declaram à Justiça. Aqueles contemplados com tal ajuda largam com vantagem na frente daqueles que não a têm. Ao fim e ao cabo, subverte-se a vontade popular.

O governo apostava no desdobramento das ações ajuizadas contra a chapa Dilma/Temer, de modo a que apenas Dilma fosse punida, Temer não. Mas já sabe que isso será impossível.

Para complicar ainda mais, novos fatos apurados pela Lava-Jato deverão fortalecer as ações ou dar ensejo a outras. Processo contra um presidente da República fica suspenso até o fim do seu mandato. O prejuízo político, não. Estende-se no tempo.

Por medo de delações que a Lava-Jato ainda colhe, o governo…. Bem, o governo não pode fazer grande coisa em relação a isso. Só pode sentir medo.

http://noblat.oglobo.globo.com/tag/politica.html

Bancos já esperam inflação maior do que a projetada com Dilma para 2016 – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Fonte: Bancos já esperam inflação maior do que a projetada com Dilma para 2016 – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Jogos Olímpicos Rio 2016

Programa De Estágio Elektro 2017

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Programa De Estágio Elektro 2017http://www.elektro.com.br/

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