Desastre em Mariana/MG

18nov2015---agua-com-lama-se-acumula-em-barragem-do-rio-doce-no-espirito-santo-a-equipe-do-servico-geologico-do-brasil-cprm-re(2)A mineradora Samarco investiu R$ 6,4 bilhões, entre 2012 e este ano, para aumentar em 37% sua produção de pelotas de minério de ferro em Mariana (MG), palco da tragédia que matou 12 pessoas até o momento. Outras 11 estão desaparecidas.

De acordo com o relatório de sustentabilidade 2014 da mineradora, a produção de pelotas de ferro aumentou em 9,5 milhões de toneladas, alcançando uma produção de 25 milhões de toneladas na mina de Germano em 2014, 15% a mais do que no ano anterior.

O volume de rejeitos, por sua vez, aumentou cerca de 3 milhões de toneladas, atingindo um total de 21,9 milhões de toneladas em 2014.

A capacidade do mineroduto também foi ampliada. As três linhas de dutos, com 400 quilômetros de extensão cada uma delas, viajam numa velocidade média de seis quilômetros por hora, passando por 22 municípios de Minas Gerais e três do Espírito Santo.

No relatório ambiental 2014, a Samarco ainda diz ter investido, em 2014, R$ 88,3 milhões na gestão de riscos ambientais, além de R$ 453 milhões nos últimos cinco anos, com o objetivo de aumentar a segurança nas atividades de maior risco, incluindo as barragens de rejeitos.

De acordo com o relatório, em 2014, o uso total de água nova na mina de Germano foi de 29 milhões de metros cúbicos, 74% acima do registrado no ano anterior. O crescimento é explicado pela entrada da barragem de Santarém no processo produtivo, como uma fonte de água nova. A barragem de Santarém foi tomada pela lama de rejeitos que se formou após o rompimento da barragem de Fundão.

Ainda de acordo com o relatório, a primeira etapa do processo de produção da companhia é a extração de minério de ferro, realizada em minas a céu aberto na unidade de Germano, entre os municípios de Mariana e Ouro Preto (MG).

O relatório explica que 70% do minério extraído é enviado por meio de um sistema de correias transportadoras, sendo conduzido aos concentradores, onde é realizado o beneficiamento da pelota de minério de ferro e ampliado seu teor de ferro.

Na seqüência, o minério passa por uma etapa de espessamento (um ajuste na porcentagem de sólidos), com o acréscimo de 30% de água, e enviado, como polpa, de Minas Gerais até o Espírito Santo, por meio dos minerodutos.

Os rejeitos e estéreis ficam na unidade de Germano, armazenados em barragens e pilhas de estéril, seguindo a legislação ambiental vigente, diz o relatório da Samarco.

fonte: http://noticias.uol.com.br

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