Recomeça o debate sobre a horizontalização de Itanhaém

Reproduzo do blog do meu amigo André Barbosa

Amigos, vejam a opinião do jornalista André Caldas, do Jornal Fatos de Itanhaém, sobre a verticalização (construção de prédios gigantescos). Separo dois trechos do artigo e os comento em seguida:

‎1. É um debate antigo, que já provocou discussões acaloradas e gerou um arremedo de lei que afastou daqui, há doze anos, muitos investidores

Considerar a lei “um arremedo” significa que ele não gosta muito dela, pois afastou “investidores”, vulgo especuladores imobiliários, todos eles anunciantes de jornais. Mas os turistas continuam descendo a serra em cada final de semana atrás da bela paisagem, livre de prédios, que libera o olhar para o horizonte, permite a circulação de ventos , entre outros muitos serviços, e torna as ruas da cidade tão agradáveis.

Enquanto isso os pobres da cidade, que tem um déficit habitacional absurdo, continuam a ser alijados às regiões mais interiores do território por meio da construção de moradias populares, vinculados ao Programa Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal. E estas moradias são erguidas, grande parte, em áreas de risco de enchentes, como nas bordas do Rio Branco. Construir lá para depois acontecer o que está acontecendo ultimamente no Jardim Belas Artes e no Grandesp.

2. Quem tem medo do debate certamente vai preferir que a situação fique no patamar atual, onde o máximo permitido é [sic] onze pavimentos. Quem prefere abrir a Cidade ao desenvolvimento equilibrado vai preferir que o assunto seja levado à discussão o quanto antes

Agora por ser contra a verticalização de Itanhaém e me posicionar desta forma, significa que tenho medo do debate e não quero o desenvolvimento equilibrado da cidade? Até porque poder político eu não tenho, mas argumentos contra, que atestam os prejuízos de erguer prédios em zonas costeiras, tenho de sobra…

Sem contar o seguinte: eu poderia dizer, então, que quem é a favor da verticalização tem medo de outros pontos de vista. Mas isto seria desqualificar a opinião das pessoas, não?

Apenas mais um comentário: será muito bom quando conseguirmos utilizar os conceitos “horizontal” e “vertical” para analisar questões mais profundas, como a concentração de poder político, poder econômico, o déficit imobiliário, as oportunidades para as juventudes da cidade, a qualidade da educação acessada pelas crianças nas escolas públicas e particulares, enfim…

Claro, estes conceitos cabem, obviamente, na questão da verticalização, que para mim tem de ser tratada como horizontalização.

Fonte:
http://anticorpodegaia.wordpress.com

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